Jeffrey Epstein: relembre quem era o bilionário e como o caso veio à tonaEscândalo expõe uma série de pessoas ligadas a Epstein, preso por acusações de abuso e tráfico sexual com menores de idade. Crédito: Mariana Cury (roteiro) e João Abel (edição)Gerando resumoDaniel Siad, caçador de talentos investigado na França por acusações de estupro e citado nos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, foi encontrado morto em casa em Colombes, região metropolitana de Paris. A informação foi confirmada nesta quarta-feira, 22, pela Promotoria de Nanterre.PUBLICIDADESegundo o Ministério Público, Siad, de 69 anos, foi encontrado sem vida na segunda-feira, 20. A Justiça francesa abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias da morte, confirmando informações divulgadas pelo jornal Le Parisien.Siad era alvo de uma investigação após ser denunciado por diversas mulheres, principalmente por estupro. Ele negava as acusações e havia afirmado que pretendia prestar depoimento para apresentar sua versão dos fatos.PublicidadeSiad foi citado em mais de mil documentos desclassificados ligados ao caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein. Foto: Divulgação - Departamento de Justiça dos EUAA primeira denúncia foi apresentada em fevereiro deste ano pela ex-modelo sueca Ebba P. Karlsson. Ela afirmou que só descobriu a identidade de Siad após reconhecê-lo nos documentos desclassificados do caso Epstein, nos quais seu nome aparece mais de mil vezes.Na denúncia, Ebba acusa Siad de tê-la estuprado quando ela tinha 20 anos e, posteriormente, de explorá-la sexualmente ao apresentá-la a Gérald Marie, ex-diretor da agência de modelos Elite. Marie também foi acusado de estupro pela ex-modelo, mas negou as alegações, assim como Siad.Ebba e a ex-modelo Lisa Brinkworth, que acusa Marie de agressão sexual em 1998, fundaram o coletivo Victorious Angels – WE RISE, organização que denuncia há anos casos de violência sexual na indústria da moda e pessoas ligadas a Jeffrey Epstein.PublicidadeÀ agência France-Presse (AFP), Lisa afirmou estar “em choque” com a morte de Siad e disse que o caso representa mais um obstáculo para as vítimas. “Dá a impressão de que se está privando as vítimas de justiça”, declarou.Ela comparou o episódio ao caso de Jean-Luc Brunel, agente de modelos francês e aliado de Epstein, encontrado morto na prisão em 2022 após ser indiciado por estupro de menores e assédio sexual. Em 2019, o próprio Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela, nos Estados Unidos, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual de menores.“É devastador que os sobreviventes do caso Brunel tenham sido privados de justiça e, agora, também os do caso Siad”, lamentou Brinkworth. /AFPPublicidadeLeia tambémFundação Gates teve cerca de 30 reuniões com Epstein, apesar de preocupações da equipeComo os arquivos Epstein deixaram a Casa Branca e Trump de cabelo em péPolícia britânica investiga novas denúncias de abuso contra menores relacionadas a caso Epstein