Nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica fez um alerta a Londres sobre a autorização para que bombardeiros dos EUA operem a partir de bases britânicas Um caça F-15SG da Força Aérea dos EUA (USAF), fabricado pela Boeing Co., durante uma demonstração acrobática no dia de abertura do Farnborough International Airshow, em Farnborough, Reino Unido, na segunda-feira, 22 de julho de 2024 — Foto: Jason Alden/Bloomberg O Reino Unido afirmou nesta quinta-feira que suas Forças Armadas estão prontas para proteger o país de qualquer ataque, depois que a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) fez um alerta sobre a autorização para que bombardeiros americanos operem a partir de bases britânicas. "Nossas Forças Armadas estão prontas para manter o Reino Unido seguro contra qualquer tipo de ataque, seja em nosso território ou vindo do exterior. O Reino Unido está preparado 24 horas por dia, sete dias por semana, para se defender", afirmou um porta-voz do governo. "Isso inclui a operação de uma defesa aérea e antimísseis em múltiplas camadas, fornecida por meios da Marinha Real, do Exército britânico e da Força Aérea Real, equipados com uma série de capacidades avançadas e trabalhando em estreita colaboração com nossos aliados da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]", acrescentou. O alerta do Irã ocorreu depois que o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, foi informado na semana passada sobre a renovação do compromisso do Reino Unido com um acordo já existente que permite aos Estados Unidos utilizar bases britânicas no que Londres descreveu como parte da autodefesa coletiva da região. O governo afirmou na quarta-feira que o acordo abrange operações defensivas americanas destinadas a reduzir a capacidade de instalações e sistemas de mísseis utilizados em ataques contra navios no Estreito de Ormuz. Em resposta ao alerta iraniano, o porta-voz afirmou que a posição britânica permanece inalterada e que o país está comprometido em defender sua população, seus interesses e seus aliados, em conformidade com o direito internacional, ao mesmo tempo que busca evitar ser arrastado para um conflito mais amplo.