A IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão técnico vinculado ao Senado que promove a transparência das contas públicas, identificou uma deterioração perceptível da saúde financeira de parte relevante das empresas estatais federais nos últimos oito anos.

Esse quadro eleva os riscos para as contas públicas e pode exigir, no futuro, aportes do Tesouro Nacional, conforme relatório divulgado nesta quinta-feira (23) pelo órgão.

A piora não é uniforme nem decorre de uma única causa, mas a IFI elenca a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) entre as empresas dependentes que tiveram uma trajetória de piora em relação ao padrão observado em anos anteriores a 2018.

As estatais dependentes são aquelas que necessitam de recursos da União para realizar despesas de pessoal, custeio e capital. Entre as estatais não dependentes do Tesouro, a IFI cita a deterioração da situação de empresas como os Correios, Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais) e a Infraero.

A Folha procurou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para comentar o resultado do estudo da IFI e aguarda resposta. Em recente entrevista ao jornal, a ministra da Gestão, Esther Dweck, fez uma avaliação do resultado das empresas, citando como negativamente a situação dos Correios.