Entidade explica que as decisões políticas que mais impactaram na confiança da categoria foram o fim da “taxa das blusinhas” e a aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC para o fim da escala 6x1 A confiança dos empresários do comércio da cidade de São Paulo atingiu, em junho, o pior patamar em cinco anos, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). De acordo com a entidade, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio no Município de São Paulo (Icec) registrou 93,8 pontos em junho após cair 1,1%, em relação a maio e recuar 7,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi a quinta queda consecutiva do indicador, que recuou para a menor pontuação desde junho de 2021. Conforme explica a FecomercioSP, o Icec está na zona de pessimismo, pois o índice varia de 0 (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total), sendo que a marca de 100 pontos separa o pessimismo do otimismo. “Além do cenário econômico desafiador, marcado por juros elevados, inflação acima do teto da meta, endividamento e inadimplência das famílias em alta, a Federação avalia que decisões no campo político podem ter contribuído para aumentar o descontentamento dos empresários”, pontua a FecomercioSp em nota. Entre as decisões políticas que impactaram a confiança dos varejistas estão a isenção do imposto de importação para compras internacionais de pequeno valor, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, e a aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC para o fim da escala 6x1. De acordo com a Fecomercio, o efeito do fim da isenção pode ser observado na forte queda da confiança das empresas do segmento de semiduráveis como roupas, calçados e acessórios, um dos mais impactados pela medida. O índice do segmento recuou 3,8% na comparação com o mês anterior. Em relação a junho do ano passado, a queda foi de 17,8%. — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Confiança dos comerciantes atinge pior nível em cinco anos, diz FecomercioSP
Entidade explica que as decisões políticas que mais impactaram na confiança da categoria foram o fim da “taxa das blusinhas” e a aprovação, na Câmara dos Deputados, da PEC para o fim da escala 6x1






