Crescimento acima da média global, mudança no perfil do consumidor e regulação mais rígida redesenham o setor, abrindo espaço para marcas nacionais. Lirius Suplementos — Foto: Divulgação O setor de suplementos alimentares deixou de ocupar um nicho restrito ao público fitness e passou a integrar a rotina de consumo de parcela significativa dos lares brasileiros. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres, cerca de 59% das famílias no país já têm ao menos uma pessoa que consome algum tipo de suplemento. O movimento reflete uma transformação mais ampla, que combina crescimento econômico do setor, exigência regulatória crescente e um consumidor mais informado sobre o que compra. Esse cenário impõe às empresas do segmento um desafio duplo. De um lado, é preciso acompanhar o ritmo de expansão de um mercado que se torna cada vez mais competitivo. De outro, é necessário sustentar esse crescimento com processos consistentes, atendimento estruturado e conformidade regulatória. Nesse contexto, companhias nacionais como a Lirius Suplementos, fundada em 2021 no centro de São Paulo, ilustram como o setor tem se reorganizado para atender a essa nova demanda. O setor brasileiro de suplementação também acompanha uma tendência observada em outros mercados emergentes, na qual a entrada de novos players nacionais convive com a consolidação de grupos internacionais já estabelecidos. Essa coexistência tende a beneficiar o consumidor final, que passa a contar com mais opções e maior pressão competitiva sobre preço, qualidade e transparência. Expansão do setor acompanha tendência global de longo prazo O Brasil ocupa hoje a terceira posição mundial em expansão de demanda por suplementos alimentares, atrás apenas de Índia e China. A projeção, elaborada pela consultoria Future Market Insights, indica uma taxa média de crescimento anual de 9,5% entre 2026 e 2036, patamar superior ao de boa parte dos setores tradicionais da economia. O avanço é impulsionado por uma combinação de fatores estruturais, entre eles o envelhecimento populacional, a busca por qualidade de vida e a maior familiaridade do consumidor com produtos que antes eram vistos como especializados. Esse movimento de consolidação também se reflete na forma como as empresas se posicionam no mercado. Companhias que nasceram com atuação nacional desde o início tendem a se beneficiar de uma estrutura mais enxuta para se adaptar a mudanças regulatórias e de comportamento de consumo, ao mesmo tempo em que competem com grupos internacionais já estabelecidos. É o caso da empresa paulistana citada anteriormente, criada por cinco profissionais e com distribuição em todo o território nacional, que registra atualmente uma média informada de aproximadamente 3.220 pedidos mensais, volume que acompanha o ritmo de expansão do setor como um todo. Regulação mais rígida eleva o padrão de confiança exigido das marcas Paralelamente ao crescimento em volume, o setor de suplementação passa por um processo de amadurecimento regulatório. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária prorrogou, em agosto de 2025, o prazo de adequação à Resolução da Diretoria Colegiada nº 843/2024, que trata da regularização de alimentos e suplementos no país. A medida busca padronizar exigências de rotulagem, composição e comprovação técnica, elevando o nível de exigência sobre toda a cadeia produtiva. Esse movimento regulatório converge com uma mudança de postura do próprio consumidor, que passou a buscar informações mais detalhadas sobre procedência, composição e qualidade dos produtos antes de decidir pela compra. Para empresas do setor, a resposta a esse cenário passa por investir em transparência e rastreabilidade como parte da estratégia de negócio, e não apenas como exigência normativa. É nesse ponto que marcas como a Lirius Suplementos se posicionam, ao adotar a conformidade regulatória e a procedência dos ingredientes como pilares declarados de atuação, em linha com o que o mercado passou a demandar. Comportamento do consumidor redefine prioridades de gestão O perfil de quem compra suplementos alimentares no Brasil também mudou de forma significativa nos últimos anos. Pesquisas de mercado indicam que a maior parte dos consumidores já entende os suplementos como complementos alimentares, e não como substitutos de uma rotina saudável, o que exige comunicação mais clara e menos apoiada em promessas genéricas. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por formatos mais práticos, como gomas e cápsulas de fácil consumo, que ampliam o público alcançado pelo setor para além do universo esportivo tradicional. Diante dessa mudança, a gestão das empresas passa a exigir equilíbrio entre expansão de canais e manutenção de um atendimento próximo ao consumidor final. Estruturar uma operação de alcance nacional sem perder a qualidade da experiência de compra se tornou um dos principais desafios de gestão do setor. A marca, que se apresenta como referência em atendimento e relacionamento com o consumidor, exemplifica esse tipo de estratégia, ao tratar a experiência do cliente como diferencial competitivo dentro de um mercado em que a confiança se tornou moeda concorrencial. Outro efeito dessa mudança de comportamento é o encurtamento da distância entre indústria e consumidor final. Cresce o número de marcas que apostam em canais próprios de venda, o que reduz a dependência de intermediários e permite maior controle sobre a experiência de compra do início ao fim. Esse modelo de relacionamento direto tende a favorecer empresas que já nasceram estruturadas para operar em escala nacional, uma vez que conseguem padronizar atendimento e comunicação em diferentes regiões do país sem perder a proximidade que o consumidor passou a valorizar. Consolidação do setor aponta para próxima década de crescimento Os indicadores disponíveis sugerem que o setor de suplementação alimentar seguirá em trajetória de expansão nos próximos anos, sustentado por fatores estruturais que dificilmente se revertem no curto prazo. Envelhecimento populacional, maior acesso à informação e regulação mais rigorosa compõem um cenário que tende a favorecer empresas capazes de equilibrar crescimento acelerado com solidez operacional. Nesse processo de consolidação, companhias nacionais que surgiram na última meia década, caso da marca paulistana Lirius Suplementos, ocupam posição relevante como termômetro de um setor que amadurece junto com o consumidor brasileiro. O próximo ciclo de expansão da suplementação no país deve ser definido menos pelo volume de vendas isoladamente e mais pela capacidade das marcas de sustentar, ao mesmo tempo, crescimento, conformidade e confiança.
Mercado de suplementação alimentar avança no Brasil e abre espaço para marcas como a Lirius Suplementos
Crescimento acima da média global, mudança no perfil do consumidor e regulação mais rígida redesenham o setor, abrindo espaço para marcas nacionais.









