Secretário de Estado americano reiterou que o principal objetivo de Washington é impedir que a República Islâmica desenvolva uma arma nuclear O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participa do 33º Fórum Regional da Asean, parte da Reunião de Ministros das Relações Exteriores da Asean, no Centro Internacional de Convenções das Filipinas, em 23 de julho de 2026, em Pasay, região metropolitana de Manila, Filipinas — Foto: Ezra Acayan/Pool via REUTERS O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira que Washington cumpriu sua parte de um acordo com o Irã, mas que Teerã continuou voltando atrás nos compromissos enquanto sofria perdas enormes. "Essas pessoas fazem acordos e depois os rompem quase imediatamente ou decidem: 'ah, vamos mudar o acordo'. Não é assim que acordos funcionam", disse Rubio a jornalistas em Manila, nas Filipinas. "Então agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, enquanto continuam sofrendo grandes perdas”, prosseguiu. Rubio acrescentou que os houthis haviam sido espertos ao se manterem fora da guerra anteriormente ao comentar sobre o bloqueio no Mar Vermelho que o grupo do Iêmen, apoiado por Teerã, anunciou no início da semana contra a Arábia Saudita. "Espero que isso se desescale porque, francamente, acho que os houthis foram levados a entrar nisso pelos iranianos", afirmou. "Eles deveriam ficar de fora”. Rubio reiterou que o principal objetivo de Washington em relação à República Islâmica é impedir que o país desenvolva uma arma nuclear, ao definir a "desnuclearização" iraniana como foco da política americana. "Nossa questão, nossa preocupação e nosso foco são a desnuclearização do Irã. Eles jamais poderão ter uma arma nuclear”. As declarações ocorrem apesar de o presidente Donald Trump ter afirmado repetidamente que os ataques americanos contra três instalações nucleares iranianas, em junho de 2025, haviam destruído o programa nuclear do país. O Irã, porém, ainda possui um estoque de urânio altamente enriquecido que, pelo o que se acredita, está armazenado em instalações subterrâneas profundas. Teerã aumentou significativamente o nível de enriquecimento de urânio depois que Trump retirou os Estados Unidos, em 2018, do acordo nuclear firmado três anos antes durante o governo de Barack Obama. As falas de Rubio também se dão logo após os EUA aprovarem um acordo de cooperação nuclear com a Arábia Saudita que pode permitir que Riad enriqueça urânio, um movimento que pode aumentar ainda mais a tensão entre países do Golfo. Na quarta-feira, a troca de ameaças entre Washington e Teerã foi intensificada após o presidente Donald Trump ameaçar atacar pontes e infraestruturas de energia da República Islâmica caso novas embarcações fossem atingidas no Estreito de Ormuz. Além disso, os houthis disseram ter atacado dois petroleiros da Arábia Saudita. A autoridade de transportes saudita confirmou que um dos navios foi alvo de um ataque, sem informar sua origem, e afirmou que a tripulação estava em segurança. O episódio eleva a tensão sobre mais uma rota considerada crucial para o comércio global. O décimo segundo dia de ataques consecutivos entre os dois países fez com que o petróleo Brent, referência mundial, superasse a marca de US$ 98 por barril, próximo às 7h35 (horário de Brasília).