O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou nesta terça-feira (2) que as negociações com o Irã para tenham parado. A declaração, dada em audiência no Senado, ocorre um dia após a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, noticiar que Teerã havia interrompido as conversas indiretas com Washington devido aos recentes ataques de Israel contra o Líbano.
O secretário de Estado afirmou que a equipe de negociação do presidente Donald Trump não ofereceu alívio de sanções em troca da reabertura do estreito de Hormuz e insistiu que qualquer flexibilização está condicionada ao abandono do programa nuclear iraniano.
"O Irã está sob sanções porque enriqueceu urânio em níveis elevados. O Irã está sob sanções por causa de suas atividades nucleares. Se concordar em abandonar essas atividades, haverá um alívio de sanções associado ao seu compromisso e ao cumprimento desses acordos", declarou.
Rubio compareceu ao Comitê de Relações Exteriores do Senado, enquanto o governo Trump busca aprovação do Congresso para um corte proposto de 30% no orçamento para assuntos externos e um aumento de 50% nos gastos militares.
Ele também participaria de outras três audiências até quarta-feira, em meio a sinais de preocupação sobre a guerra com o Irã por parte de aliados republicanos. Rubio já havia participado de reuniões fechadas com membros do Congresso para discutir a guerra com o Irã, mas ainda não havia prestado depoimento público sobre o conflito.













