0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Refit, controlada pelo empresário Ricardo Magro — Foto: Reprodução O Sindicato dos Rodoviários Empregados nas Empresas de Produtos Perigosos do Estado do Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil coletiva contra empresas do grupo Refit para cobrar cerca de R$ 5,9 milhões em verbas rescisórias, FGTS e multas trabalhistas de mais de 130 funcionários da categoria demitidos. Na ação, que será despachada nesta manhã, a entidade pede à Justiça o bloqueio imediato do montante da empresa de Ricardo Magro para garantir o pagamento dos trabalhadores. Segundo a petição, as demissões começaram em junho deste ano e os empregados receberam os Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCTs), mas não os valores previstos nos documentos. O sindicato também afirma que houve atraso ou ausência de depósitos de FGTS e tenta responsabilizar empresas que integrariam o grupo econômico da Refit, como Logfit, 76 Oil, Flagler, Carinthia e Manguinhos Distribuidora. Embora a ação tenha sido proposta em defesa da categoria dos rodoviários, a situação atinge também ex-funcionários de outras áreas da empresa. Um grupo de WhatsApp criado pelos demitidos reúne 239 integrantes, que trocam informações sobre cobranças, ações judiciais e dificuldades financeiras enfrentadas desde as dispensas. Há relatos de trabalhadores que dizem não conseguir pagar cartões de crédito, aluguel e outras despesas básicas por não terem recebido as verbas rescisórias. Segundo eles, todas as tentativas de contato com a Refit têm sido frustradas. O atendimento pelo WhatsApp da empresa é feito apenas por um robô, que não oferece respostas sobre os pagamentos nem encaminha as demandas para atendimento humano. Para justificar o pedido de urgência, o sindicato cita na ação a situação financeira do grupo Refit, lembrando que o Ministério Público do Rio pediu a conversão da recuperação judicial da empresa em falência e mencionando bloqueios bilionários impostos por órgãos fiscais. A entidade sustenta que há risco concreto de os trabalhadores ficarem sem receber caso a Justiça não determine o bloqueio de bens e valores das empresas. Além do bloqueio dos cerca de R$ 5,9 milhões, o sindicato pede a indisponibilidade dos bens dos sócios, a penhora de máquinas, equipamentos e veículos das empresas e o acompanhamento do caso pelo Ministério Público do Trabalho. As alegações ainda serão analisadas pela Justiça, e as empresas terão oportunidade de apresentar defesa.