Crises enfrentadas pelo senador favorece ala do partido que atua pela neutralidade nacional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira: Republicanos ainda dialoga com presidenciável — Foto: Reprodução/Cristiano Zanin/O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 21:36 Desgastes na campanha de Flávio Bolsonaro complicam apoio do Republicanos à Presidência A cúpula do partido Republicanos sinaliza dificuldades na aliança com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência, após desgastes na campanha do senador. A relação com Daniel Vorcaro, questões sobre a segurança das urnas e desavenças regionais complicam a negociação. O Republicanos pode optar por neutralidade, enquanto alguns estados apoiam Lula (PT). O prazo para definições é até 5 de agosto. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Integrantes da cúpula do Republicanos afirmam que as portas que estavam abertas na negociação para uma eventual aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República estão “se fechando”. Essa avaliação se dá após uma série de desgastes na campanha do senador e a dificuldades em firmar alianças entre os dois partidos nos estados. Dirigentes da sigla dizem que ainda há tempo para conversas, já que a decisão pode ser tomada até o dia 5 de agosto, prazo final para a realização das convenções partidárias. Um integrante da direção partidária diz que a campanha de Flávio acumulou, nas últimas semanas, uma série de desgastes, o que dá força interna para ala do partido que atua pela neutralidade nacional. São lembradas a revelação da suposta relação do senador com Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a não apresentação da prestação de contas do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, que recebeu recursos do ex-banqueiro; a desavença pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro; a atuação de Flávio junto a autoridades americanas num momento em que o governo Donald Trump impôs novas taxas aos produtos brasileiros; e, mais recentemente, as declarações do senador levantando dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Além disso, há também impasse nas negociações com o PL de Flávio nos estados. Há desavenças em unidades da federação como Rio de Janeiro e Minas Gerais. No primeiro caso, o PL não abriu espaço para o Republicanos na chapa majoritária, o que levou o partido de Marcos Pereira a anunciar a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) ao Palácio Guanabara. Em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, ainda não há definição sobre a manutenção da pré-candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo nem se ele contará com apoio do PL. O PL, por sua vez, trata a aliança com o Republicanos como prioridade. Aliados de Flávio defendem o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e recém-filiada ao partido, como sua vice. Mas até o nome dela enfrenta dificuldades internamente, já que não é considerada um quadro da legenda. Além disso, parlamentares do Republicanos dizem que também pesa nessas conversas o fato de que o partido pode ser o único a embarcar na candidatura de Flávio, além do PL. Como o GLOBO mostrou, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), já comunicou o senador que a legenda adotará neutralidade na disputa à Presidência. Dessa forma, o mesmo caminho deverá ser tomado pelo União Brasil, uma vez que os dois partidos formam uma federação. Mesmo com um eventual apoio do Republicanos à candidatura de Flávio, alguns diretórios estaduais deverão caminhar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre eles Pernambuco e Paraíba. No primeiro, o partido emplacou a vice na chapa do ex-prefeito João Campos (PSB) ao governo. Esse grupo tem apoio do PT e do próprio Lula. Na Paraíba, o Republicanos indicou o ex-prefeito Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta, para uma vaga ao Senado na chapa que Lula apoia. O candidato ao governo é o ex-vice-governador do estado Lucas Ribeiro (PP).