A informação falsa sobre urnas eletrônicas levada por Flávio Bolsonaro (PL) a embaixadores na terça-feira (21) não é nova em seu discurso. Ao afirmar que as máquinas nas eleições brasileiras "têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", a Smartmatic, o senador e pré-candidato à Presidência retomou discurso que ele próprio empregou já em 2014, enquanto deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Poucas semanas depois da reeleição de Dilma Rousseff (PT), Flávio declarou: "O que nos une é a desconfiança da urna eletrônica, um programa feito por uma empresa venezuelana, a Smartmatic".
A associação é falsa. Segundo a Justiça Eleitoral, a empresa nunca forneceu urnas nem programas usados nos equipamentos brasileiros. Seus contratos foram para serviços auxiliares, como conexão de dados e voz e treinamento de suporte.
Após a repercussão da fala aos embaixadores, Flávio afirmou, por meio de sua assessoria, que não havia colocado o processo em dúvida e mantinha "integral confiança no sistema eleitoral brasileiro". A nota não corrigiu nem explicou a ligação falsa com a Smartmatic.
Desde 2014, Flávio alternou entre ataques, ressalvas e recuos com relação ao mesmo assunto.













