Cursos livres modulares de curta duração voltados à atualização profissional têm ganhado espaço no mercado de trabalho brasileiro de tecnologia e negócios. Ofertados majoritariamente na modalidade à distância, esses cursos fornecem "microcertificações" que atestam habilidades específicas voltadas à tecnologia, gestão e finanças.
Até instituições de ensino superior tradicionais, como a Universidade Presbiteriana Mackenzie, têm começado a incorporar microcertificações ao modelo pedagógico dos seus cursos de graduação. Segundo o seu pró-reitor de Graduação, Marcos Nepomuceno, a universidade mantém parceria com a Bloomberg para quatro certificações na área de negócios (finanças, mercado, ESG, análise de dados), obtidas por mais de 300 estudantes de negócios só no ano passado.
Essa modalidade não é regulada por nenhuma autoridade estatal. Mesmo no setor financeiro, em que Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários regulam o credenciamento profissional por exame, a modalidade de ensino conhecida como microlearning tem se expandido.
Na Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as microcertificações decorreram de uma adaptação no credenciamento de profissionais para o mercado financeiro. A entidade emite hoje cerca de 2.400 certificações por mês que habilitam profissionais a atuar no setor. Os exames que compõem esse credenciamento têm validade de 3 a 5 anos e não se atualizam com a mesma frequência das mudanças regulatórias do mercado.










