O investimento em projetos de educação corporativa é uma das soluções encontradas por empresas do setor de educação para contornar a possível perda de alunos e de receita depois do endurecimento das regras do ensino à distância no Brasil, em maio de 2025.

Nesse modelo, as instituições de ensino desenvolvem aulas, cursos e trilhas de aprendizagem contínua para o mercado de trabalho em parceria com empresas, para formação de seus profissionais.

Segundo Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp (Sindicato das entidades mantenedoras de estabelecimentos de ensino superior), as limitações do MEC (Ministério da Educação) podem levar ao aumento das opções oferecidas ao mercado corporativo pelas empresas de educação.

"As instituições de ensino superior sempre foram muito rígidas nos seus modelos e têm uma barreira para enfrentar. Precisam quebrar o modelo muito acadêmico, mas estão conseguindo crescer", afirma Capelato.

Ele aponta o aumento na expectativa de vida e a velocidade do desenvolvimento tecnológico como propulsores da educação corporativa. As pessoas tendem a ficar mais tempo no mercado de trabalho e precisam acompanhar as mudanças.