Valor foi mais de três vezes superior ao lucro de US$ 29,2 bilhões apresentado no mesmo intervalo do ano passado A Alphabet, controladora do Google, registrou lucro líquido de US$ 112,1 bilhões no segundo trimestre, montante mais de três vezes superior ao lucro de US$ 29,2 bilhões apresentado no mesmo intervalo do ano passado. O resultado da companhia foi impulsionado por um ganho líquido de US$ 98 bilhões, principalmente como resultado de ganhos líquidos não realizados sobre seus títulos patrimoniais. Diluído por ação, o lucro passou de US$ 2,31 para US$ 9,11. Entre abril e junho, a receita da gigante de tecnologia somou US$ 119,8 bilhões, alta de 24% em um ano. Analistas consultados pela FactSet esperavam que a Alphabet reportasse lucro de US$ 35,21 bilhões, ou US$ 2,88 por ação, sob receitas de US$ US$ 117,06 bilhões. A divisão de busca do Google registrou um faturamento de US$ 63,27 bilhões no segundo trimestre, um avanço anual de 16,7%. Já a receita do YouTube subiu 12,8%, para US$ 11,05 bilhões. O faturamento da divisão de computação em nuvem, que inclui as iniciativas da inteligência artificial (IA) da companhia, avançou 81,8%, para US$ 24,77 bilhões, impulsionado pelo aumento do uso do Google Cloud Platform (GCP) em soluções corporativas de IA e infraestrutura corporativa de IA, além dos serviços principais do GCP. “Nossos investimentos em IA estão redefinindo o que é possível em todas as áreas do nosso negócio. O segundo trimestre foi extraordinário, com as receitas da Alphabet aumentando 24% na comparação anual e as receitas do Google Cloud acelerando para um crescimento de 82%”, disse Sundar Pichai, diretor-presidente da Alphabet, em carta aos acionistas. O executivo ainda destacou uma “forte demanda” por soluções de segurança, e a alta eficiência de custo do novo Gemini 3.5 Flash Cyber. “Além disso, mês após mês, as pessoas recorrem ao YouTube para acompanhar grandes eventos mundiais, com mais de 1,7 bilhão de espectadores únicos assistindo a vídeos relacionados à Copa do Mundo”, escreve. Há pouco, as ações da companhia registravam alta de 0,9%, cotadas a US$ 345, no pós-mercado na Nasdaq, em Nova York. No pregão regular, os papéis fecharam em queda de 1,2%. Google — Foto: Bloomberg