O Google queimou caixa no segundo trimestre pela primeira vez em décadas, à medida que os gastos colossais em infraestrutura de inteligência artificial transformaram rapidamente o grupo de um negócio com poucos ativos em um intensivo em capital.

A empresa informou que o fluxo de caixa livre no período de três meses encerrado em junho ficou negativo em US$ 5,9 bilhões em meio à farra de gastos com data centers e outros equipamentos de IA, muito mais do que os analistas esperavam.

Ainda assim, os investimentos em IA estão impulsionando a aceleração das receitas em sua unidade de nuvem, que registrou crescimento de 82% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 24,8 bilhões no período.

O crescimento elevou a receita total para US$ 120 bilhões, ante US$ 96,4 bilhões um ano atrás, superando a estimativa média dos analistas de US$ 117 bilhões, informou a Alphabet, dona do Google, nesta quarta-feira (22).

Sundar Pichai, CEO do Google, disse aos investidores que o segundo trimestre "foi um trimestre incrível" e elogiou a "abordagem diferenciada e completa da empresa em relação à IA".