O nome da mostra "Soft Ground", ou solo macio, remete ao lugar que a acolhe e aos questionamentos em torno desse lugar. A região de Comporta, ao sul de Lisboa, possui cerca de 45 quilômetros de faixa de areia contínua, uma das maiores extensões do sul da Europa. Esse santuário, protegido por leis ambientais rígidas, se vê ameaçado pela mudança climática, que vem castigando o continente com especial rigor nos últimos anos, e por predadores do mercado imobiliário.
São justamente esses os eixos que norteiam a exposição. "Estamos sempre atentos às preocupações dos nossos artistas, com quem conversamos frequentemente. O tema da mostra surgiu naturalmente nessas conversas", diz a portuguesa Maria Ana Pimenta, sócia e diretora internacional da galeria brasileira Fortes D’Aloia & Gabriel. "Soft Ground" reúne 45 obras de grande potência e diversidade, com preços que vão de € 2.000 a € 120 mil, ou entre R$ 12 mil e R$ 720 mil.
Foi Pimenta quem teve a ideia, em 2021, de realizar um "summer show", uma mostra de verão, em Comporta. Sucesso de vendas e repercussão, o evento entrou no calendário português de arte contemporânea. A edição deste ano foi organizada em parceria com duas outras galerias, a portuguesa Kubik e a brasileira Mendes Wood DM.







