Mario Moscatelli, que denuncia o problema há décadas, publicou as imagens nesta sexta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sofá boiando nas águas da Lagoa da Tijuca, nas proximidades de Rio das Pedras — Foto: Reprodução das redes sociais/Mario Moscatelli RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 18:53 Descarte Irregular de Lixo Ameaça Complexo Lagunar do Rio O biólogo Mario Moscatelli denunciou novamente o descarte irregular de lixo no Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, no Rio. Em vídeo nas redes sociais, Moscatelli registrou 18 sofás e outros resíduos na Lagoa da Tijuca. Apesar de investimentos e ecobarreiras, o lixo persiste, ameaçando a revitalização das lagoas. O acúmulo reduz a profundidade das lagoas, aumentando riscos de enchentes e doenças, alertando para a urgência de enfrentamento do problema. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O biólogo Mario Moscatelli voltou a denunciar o descarte irregular de lixo no Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, nesta sexta-feira (17). Em um vídeo publicado nas suas redes sociais, o ambientalista registrou, em apenas 58 segundos, num pequeno percurso de barco pela Lagoa da Tijuca, 18 sofás abandonados às margens da comunidade de Rio das Pedras. As imagens também mostram pneus e outros resíduos sólidos espalhados pela área. Há mais de três décadas, Moscatelli acompanha as transformações ambientais do Complexo Lagunar e denuncia os impactos provocados pelo despejo irregular de resíduos e de móveis nos corpos hídricos — incluindo sofás, que já se tornaram um símbolo deste descarte. Atualmente, o biólogo é consultor do projeto Juntos pela Vida das Lagoas, da concessionária Iguá Rio, que busca contribuir para a recuperação do sistema. Mesmo com os avanços na área ambiental, o biólogo afirma que o lixo continua sendo um dos principais desafios para a revitalização definitiva das lagoas da Zona Sudoeste. — Apesar do investimento de R$ 250 milhões da concessionária no Complexo Lagunar (uma obrigação contratual) e da instalação de ecobarreiras, inclusive de órgãos públicos, nos principais rios que deságuam no sistema, um grande volume de resíduos continua chegando. Existe um esforço para melhorar a dragagem, mas ele pode ser comprometido rapidamente se as pessoas continuarem utilizando os rios como depósito de lixo — disse Moscatellli ao GLOBO-Barra. Segundo o especialista, o acúmulo de resíduos reduz a profundidade das lagoas, dificulta a circulação da água e aumenta a vulnerabilidade da região a enchentes. — Uma lagoa assoreada e tomada por lixo fica mais suscetível a inundações e também se torna foco para a proliferação de doenças. O primeiro impacto é ambiental, mas, em seguida, quem sofre as consequências é a própria população. É urgente enfrentar o problema do descarte irregular de resíduos — alerta. De acordo com o biólogo, o projeto da Iguá Rio já retirou mais de 300 toneladas de lixo dos manguezais localizados no Complexo Lagunar, principalmente na região do Camorim. No entanto, ele ressalta que a limpeza, isoladamente, não resolve o problema. — O lixo continua chegando diariamente. Se não houver educação ambiental, fiscalização e responsabilização de quem faz o descarte irregular, todo o esforço de recuperação pode ser pedido.
18 sofás em 58 segundos: biólogo faz vídeo em protesto contra o descarte de móveis em lagoa da Barra; vídeo
Mario Moscatelli, que denuncia o problema há décadas, publicou as imagens nesta sexta-feira
545 words~2 min read






