Barretão era repórter e fotógrafo de 'O Cruzeiro' quando visitou set de filmagens de Glauber Rocha na Bahia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Barretão e Glauber Rocha: luta contra a censura de “Terra em transe” — Foto: Arquivo Pessoal O nome Luiz Carlos Barreto, o Barretão, virou sinônimo de cinema brasileiro ao longo das últimas sete décadas em que ele trabalhou como diretor de fotografia, roteirista e produtor de inúmeros clássicos do audiovisual nacional. Mas não foi sempre assim. Luiz Carlos iniciou sua trajetória como jornalista e fotógrafo. O cinema acabou em sua vida por acaso. Nascido em Sobral, no interior do Ceará, Barretão se muda para o Rio em 1947, aos 19 anos, quando consegue um emprego na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A partir de 1950, passa a trabalhar como repórter nos Diários Associados, primeiro na revista "A cigarra", e logo em seguida, na revista "O cruzeiro", onde passou a se dedicar à fotografia. No início dos anos 1960, ainda como fotógrafo, cobriu para "O cruzeiro" as filmagens do curta "Barravento" (1961), rodado por Glauber Rocha no interior da Bahia, onde estava para uma outra pauta. A partir de então, descobriu sua vocação para o cinema, a qual jamais abandonou. Ainda em 1961, convencido por Glauber, estreia como corroteirista e coprodutor de "Assalto ao trem pagador" (1962), dirigido por Roberto Farias. Barretão desenvolveu uma grande amizade com Glauber, que chegou a morar em sua casa após se mudar para o Rio de Janeiro. Luiz Carlos Barreto faleceu na madrugada desta quarta-feira (22), aos 98 anos. A informação for confirmada por familiares ao GLOBO. Barretão, como era conhecido, vinha com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu uma queda visitando seu estado natal, o Ceará, para uma homenagem. Ele estava internado desde a última terça-feira.