Artista começou a cantar na igreja aos 10 anos, tornou-se referência na música gospel em Goiânia e morreu após complicações de uma aplasia medular 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Diogo Nascimento durante apresentação. O cantor gospel morreu aos 41 anos, em Goiânia, após complicações provocadas por uma aplasia medular, doença rara que afeta a produção de células do sangue — Foto: Reprodução/Redes sociais O cantor gospel Diogo Nascimento morreu na segunda-feira (20), aos 41 anos, em Goiânia, em decorrência de complicações provocadas por uma aplasia medular, doença rara que compromete a produção de células do sangue pela medula óssea. O artista estava internado havia alguns dias para tratamento e teve uma piora rápida do quadro clínico. Natural de Goiânia, Diogo construiu a carreira na música cristã após começar a cantar ainda criança, aos 10 anos, em igrejas evangélicas. De origem humilde, era filho de uma faxineira e foi criado pela mãe ao lado de cinco irmãos, depois de ser abandonado pelo pai. A música se tornou seu principal caminho profissional e de vida. Ao longo da trajetória, atuou como cantor em igrejas, casamentos e eventos religiosos, além de dar aulas de música e canto. Também integrou por sete temporadas o grupo Vozes do Natal, no qual era tenor e ficou conhecido pela afinação. Nas redes sociais, o grupo prestou homenagem ao artista, chamando-o de "rei da afinação". Segundo amigos, Diogo era muito respeitado no meio musical de Goiânia e sonhava em criar o próprio coral voltado para apresentações em casamentos e eventos. Após uma primeira internação neste ano, chegou a retomar as aulas de canto e as apresentações, mas voltou a passar mal no início de julho. Foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, devido ao agravamento do quadro, transferido para a UTI, onde permaneceu até a morte. De acordo com Pedro Fernandes, amigo do cantor, a aplasia medular fez com que a medula óssea deixasse de produzir adequadamente as células sanguíneas, provocando uma série de complicações que sobrecarregaram diversos órgãos. Ele afirmou ainda que havia a suspeita de um câncer na medula, mas esse diagnóstico não foi confirmado oficialmente. Diogo não era casado e não deixou filhos. A morte provocou grande comoção entre amigos, músicos e integrantes da comunidade evangélica, que destacaram sua dedicação à fé, à música e ao ensino de novos cantores. Nas redes sociais, diversas homenagens lembraram sua trajetória e o legado deixado na cena gospel de Goiânia.