Desde o início do ano, a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tenta implantar em condomínios da zona leste de São Paulo um projeto de moradias coletivas para pessoas em tratamento contra o uso de drogas. Porém, segundo os moradores, o governo estadual não avisou nem explicou de antemão o projeto aos condôminos.

A secretaria estadual de Desenvolvimento Social, responsável pelo projeto, começou a montar as moradias em 19 apartamentos no início do ano. Mas o plano foi descoberto quando síndicos se surpreenderam com a chegada de móveis e eletrodomésticos.

A vizinhança então se organizou e reagiu. Em junho, os moradores de condomínios da região colocaram faixas de protesto nos muros, fizeram uma passeata e, em um dos casos, impediram a entrada de móveis e de funcionários de entidades contratadas para gerir a política pública.

O projeto vai ocupar unidades de condomínios erguidos nos anos 1970 pelo antigo Ipesp (Instituto de Previdência de SP). Vazias há 20 anos, elas foram retomadas pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), porque os antigos donos não pagaram o financiamento.

Os apartamentos foram reformados e mobiliados pelo governo ao custo de R$ 380 mil. Depois, foram cedidos a três entidades que atuam com pessoas em tratamento contra a dependência: Reencontro, Renovar e Casarão Brasil.