Uma inspeção numa comunidade terapêutica em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, encontrou indícios de que 52 mulheres eram mantidas em cárcere privado, agredidas e submetidas a humilhações, sob pretexto de que estavam recebendo tratamento para dependência química e outros problemas de saúde.

Essas denúncias estão em um relatório assinado por dois peritos do MNPCT (Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura), cinco defensores e uma psicóloga da Defensoria Pública estadual, e quatro representantes das ONGs Conectas Direitos Humanos e Instituto Desinstitute.

A Folha teve acesso ao documento.

Os relatos à equipe de inspeção descrevem casos em que mulheres foram retiradas de casa à força, por homens que as amarraram pelas mãos e pés.

Em alguns casos, elas narraram que foram contidas com injeções nas nádegas. Outras relataram o uso de "mata-leão", técnica de estrangulamento que deixa a vítima desacordada."mata-leão", técnica de estrangulamento que deixa a vítima desacordada.