Relação se estreitou com a organização do Mundial de Clubes e da Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Gianni Infantino, presidente da Fifa — Foto: Andrew Harnik/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 22:55 Trump sugere Gianni Infantino, da Fifa, para secretário-geral da ONU Donald Trump gostaria que Gianni Infantino, presidente da Fifa, se candidatasse a secretário-geral da ONU, segundo o New York Post. Trump acredita que Infantino tem prestígio internacional e habilidade para articulação global. A relação entre ambos se intensificou com a organização de eventos da Fifa nos EUA. Infantino, no entanto, ainda não expressou interesse na posição e planeja reeleição na Fifa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, dispute o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A informação foi publicada pelo New York Post, que ouviu fontes próximas ao republicano. O mandato do atual ocupante do posto, o português António Guterres, termina em dezembro. Segundo o jornal, Trump avalia que Infantino tem prestígio internacional e capacidade de articulação para liderar a ONU. Uma fonte próxima ao presidente afirmou que o dirigente da Fifa é "respeitado em todo o mundo" e tem uma habilidade especial para reunir pessoas em torno de objetivos comuns. A aproximação entre Trump e Infantino se intensificou durante a realização da Mundial de Clubes em 2025 e da Copa do Mundo de 2026. Um dos marcos da relação foi o presidente norte-americano ter recebido o Prêmio da Paz da Fifa, em dezembro do ano passado. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP Ainda não há indicação de que Infantino tenha interesse em deixar a Fifa para disputar o comando da ONU, nem de que tenha tratado do assunto diretamente com Trump. Mesmo assim, aliados do presidente americano afirmam que ele enxerga espaço para uma candidatura competitiva diante do atual cenário da sucessão. Para assumir o cargo, o escolhido precisa ser recomendado pelo Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 países — entre eles os cinco membros permanentes com poder de veto — e, posteriormente, aprovado pela Assembleia Geral. Entre os nomes apontados como possíveis candidatos estão a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi. Enviado especial de Trump para parcerias globais, Paolo Zampolli defendeu a indicação. Segundo ele, a experiência de Infantino à frente da Fifa demonstra capacidade para administrar uma organização internacional de grande porte. — Na ONU são 193 Estados-membros. Na Fifa, são mais de 200 associações. O histórico de Gianni mostra que ele sabe administrar — afirmou Zampolli ao New York Post. Desde que voltou à Casa Branca, Trump adotou uma postura mais crítica em relação à ONU, reduzindo contribuições financeiras dos Estados Unidos e retirando o país de organismos ligados à entidade, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Unesco e o Conselho de Direitos Humanos. Caso fosse eleito, Infantino teria uma redução significativa de remuneração. Atualmente, ele recebe cerca de US$ 6 milhões por ano como presidente da Fifa, enquanto o salário anual do secretário-geral da ONU gira em torno de 418 mil dólares Apesar das especulações, Infantino já anunciou que tentará a reeleição para a presidência da Fifa, cuja votação está prevista para março do próximo ano. Procurado pelo New York Post, o dirigente não comentou a possibilidade de disputar o comando da ONU.