O petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em setembro fechou cotado a US$ 91,01 por barril e o WTI (a referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês, a US$ 84,91 por barril Os contratos futuros do petróleo tiveram firme alta nesta terça-feira (21), diante da continuidade das hostilidades no Oriente Médio, que atrapalham a normalização do mercado de energia na região, enquanto não há perspectiva de retomada das negociações de paz. Os Estados Unidos e o Irã seguem trocando ataques, e o bloqueio naval dos houthis aos portos da Arábia Saudita contribui para sufocar ainda mais o tráfego de petroleiros. No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em setembro teve alta de 2,01%, cotado a US$ 91,01 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês subiu 2,02%, a US$ 84,91 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, disse que o Irã estava "desesperado" para retomar as conversas de paz, o que posteriormente foi negado pelas autoridades iranianas. Trump descartou a perspectiva de negociações imediatas com Teerã. "Eles estão desesperados para se reunir e, até que estejam prontos para uma reunião realmente significativa, não temos interesse", ele disse. Do outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que não irá abandonar a diplomacia, mas também não será forçado de volta para a mesa de negociações enquanto estiver sob ataque. Em uma entrevista publicada em um canal no Telegram, ele afirmou que o controle do Estreito de Ormuz é visto pelo Irã como uma fonte de poder de barganha sobre os Estados Unidos. Dois navios-tanque que transportavam petróleo saudita para a Ásia inverteram a rota no Mar Vermelho nesta terça-feira após ameaças dos houthis. Ontem, o grupo do Iemên apoiado pelo Irã anunciou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, elevando os riscos para o fornecimento global de energia e para o comércio internacional. Funcionários de plataforma de petróleo da Petronas, estatal petroleira da Malásia — Foto: Facebook/@petronas