No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em setembro teve alta de 1,27% e o WTI (a referência americana) com entrega prevista para agosto subiu 0,90% Após um pregão volátil, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (20), em meio ao intenso fluxo de notícias em torno do conflito entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio. No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em setembro teve alta de 1,27%, cotado a US$ 89,22 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para agosto subiu 0,90%, a US$ 83,23 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Apesar dos esforços dos mediadores para que ambos os lados retornem ao cessar-fogo, os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, anunciaram um bloqueio marítimo aos portos da Arábia Saudita, comprometendo a normalização do tráfego de petróleo na região. Além disso, o presidente americano, Donald Trump, voltou a intensificar a retórica contra os iranianos, prometendo retaliação pela morte de soldados dos Estados Unidos. Os contratos futuros do petróleo começaram o dia em alta, na medida que EUA e Irã retomaram os ataques no fim de semana, mas perderam fôlego após o ministro das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, sinalizar que as negociações diplomáticas se mantiveram nos últimos dias. De acordo com a agência de notícias Reuters, que cita uma fonte próxima ao assunto, um cessar-fogo de 10 dias teria sido sugerido pelos mediadores, o que chegou a fazer os preços do petróleo caírem brevemente, promovendo certo alívio. No entanto, um comunicado divulgado na manhã desta segunda informou que os houthis, apoiados pelo Irã, declararam um bloqueio naval aos portos da Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos e uma das maiores produtoras e exportadoras de petróleo do Oriente Médio, contribuindo para dificultar a normalização do mercado de energia e um possível acordo de paz. O anúncio ocorreu após petroleiros e instalações no Kuwait terem sido atacados pelo Irã nos últimos dias. À tarde, Trump voltou a endurecer a retórica sobre o conflito, prometendo uma retaliação ao país persa após a morte de soldados dos Estados Unidos. "Toda vez que o Irã matar um soldado americano, pagará muitas vezes por essa morte", ele disse na rede social Truth. "Essa diretriz foi repassada ao secretário da Guerra, Pete Hegseth, e ao chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine." Poço de petróleo da Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Halliburton