O petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em setembro teve alta de 3,01% e o WTI (a referência americana) com entrega prevista para agosto subiu 2,76% Os contratos futuros do petróleo tiveram forte alta nesta terça-feira, com investidores embutindo maior prêmio de risco nos preços diante de uma nova escalada de tensões no Oriente Médio, atrapalhando a retomada do tráfego marítimo e a perspectiva de um cessar-fogo duradouro na região. Segundo as agências internacionais, dois navios comerciais foram atingidos no Estreito de Ormuz pelo Irã ontem de noite e, nesta terça-feira, mais uma embarcação foi alvo, acendendo um alerta entre os investidores. No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em setembro teve alta de 3,01%, cotado a US$ 74,16 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência americana) com entrega prevista para agosto subiu 2,76%, a US$ 70,44 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). De acordo com o site de notícias Axios, que cita fontes do governo americano, a Guarda Revolucionária Islâmica disparou ao menos dois mísseis contra navios comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz na noite desta segunda-feira. O Catar também responsabilizou o Irã e o seu porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al Ansari, classificou o incidente como um ataque inaceitável contra a segurança da navegação internacional. Até o momento, não houve manifestação oficial do governo iraniano nem reivindicação de autoria. Os preços do petróleo aceleraram a valorização após a notícia de que mais uma embarcação petroleira teria sido atingida no Estreito de Ormuz nesta terça-feira por um projétil de origem não identificada, acendendo um alerta entre os investidores. Pouco após o fechamento do mercado, a notícia de que os Estados Unidos estariam revogando uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano levou ambos os contratos a dispararem 4% no pregão eletrônico. Segundo a agência de notícias Reuters, uma autoridade americana afirmou que os recentes ataques do Irã em Ormuz são "totalmente inaceitáveis" e terão consequências. Petroleiro atracado em um dos terminais petrolíferos do Estreito de Ormuz — Foto: REUTERS/Mohammed Aty