A Polícia Federal concluiu nesta terça-feira 21 o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por abandono de cargo e encaminhou ao Ministério da Justiça a recomendação para que ele seja demitido do cargo de escrivão da corporação. Com o encerramento da etapa interna, a palavra final passa a ser do ministro da Justiçam Wellington Lima e Silva.

O processo foi enviado pela Corregedoria-Geral da PF ao ministério, responsável por formalizar ou não a penalidade. Antes da publicação do ato, a assessoria jurídica da pasta faz uma análise dos aspectos formais do procedimento administrativo. Essa avaliação não reabre a discussão sobre o mérito da decisão tomada pela Polícia Federal, que já concluiu haver abandono de cargo.

Caso o ministro acolha a recomendação, bastará assinar o ato de demissão e determinar sua publicação no Diário Oficial da União. A partir desse momento, a expulsão de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal estará oficialmente consumada.

O PAD foi instaurado depois que Eduardo perdeu o mandato de deputado federal e deixou de ter direito ao afastamento do cargo de escrivão para exercer atividade parlamentar. Segundo a Polícia Federal, ele deveria ter retornado ao posto no Rio de Janeiro, mas permaneceu nos Estados Unidos, acumulando ausências sem justificativa.