Eduardo Bolsonaro é escrivão da PF e foi alvo de processo por abandono de cargo A Polícia Federal encaminhou ao Ministério da Justiça (MJ) a conclusão do processo disciplinar do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo e se manifestou por sua demissão. Agora, cabe ao ministro decidir oficializar a demissão. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Valor. Eduardo é escrivão da PF e deixou o país no ano passado para morar nos Estados Unidos. Com a saída do país ele perdeu o mandato parlamentar devido as ausências e, com isso, ele deveria ter voltado para seu posto na PF. Como não voltou ao trabalho, a corporação abriu um processo administrativo disciplinar que analisou a situação de Eduardo e concluiu pelo abandono de cargo e que ele deveria ser punido com a demissão. A PF encaminhou a conclusão do processo disciplinar ao Ministério da Justiça em junho. Eduardo fugiu do Brasil e foi para os Estados Unidos onde atuou para defender a aplicação de tarifas extras a produtos brasileiros como forma de pressionar o Poder Judiciário a não condenar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe. Eduardo foi condenado em junho pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão por tentar coagir a Justiça no processo envolvendo seu pai. Como está nos Estados Unidos até hoje não há previsão de quando ele deve começar a cumprir pena. O processo disciplinar é conduzido pela corregedoria da PF, mas cabe somente ao Ministro da Justiça efetivar a demissão. Procurada a assessoria do ministério ainda não se manifestou. Eduardo Bolsonaro — Foto: Jose Luis Magana/AP