Na Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), David O'Ryan e Pablo Gómez descobriram centenas de novos objetos astronômicos no vasto arquivo de imagens transmitidas à Terra pelo Telescópio Espacial Hubble nos últimos 36 anos.

Usando uma rede neural chamada AnomalyMatch, treinada para detectar padrões incomuns, eles encontraram uma infinidade de galáxias, com formas peculiares que não haviam sido observadas anteriormente na inspeção manual dos dados do Hubble.

"É claro que as pessoas olham para a empolgante nova geração de telescópios que está entrando em operação, mas esse trabalho mostra como a IA pode aumentar o retorno científico de conjuntos de dados arquivados", diz Gómez. "Eles são verdadeiros tesouros nos quais ainda podemos encontrar coisas muito empolgantes."

Na Universidade de Oxford, a física Héloïse Stevance liderou o desenvolvimento de um assistente virtual de pesquisa baseado em IA. Isso reduziu em 85% a quantidade de verificação visual humana necessária para distinguir os raros sinais genuínos causados por supernovas —explosões ultrapotentes de estrelas moribundas— entre centenas de alertas recebidos diariamente do Atlas, uma rede de cinco telescópios terrestres que vasculham o céu em busca de eventos de alta energia em galáxias distantes.