Se globalmente o mercado de fusões e aquisições (M&A) está bastante aquecido, no Brasil o cenário é um pouco mais complexo.
De um lado, potenciais compradores se perguntam por que adquirir uma empresa das mãos do vendedor se é possível comprar ações mais baratas dessa mesma empresa na Bolsa. De outro, vendedores com bons ativos que não querem vender a qualquer custo.
No meio disso tudo, um novo tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump trazendo mais incertezas para o segundo semestre.Esse é um resumo do setor de fusões e aquisições (M&A) em 2026. De janeiro a junho, as operações de M&A de empresas no Brasil somaram US$ 30,5 bilhões (cerca de R$ 153 bilhões), uma queda de 6% em relação a igual período do ano passado, mostram dados compilados pela Seneca Evercore, assessoria financeira especializada em fusões e aquisições e mercado de capitais.
Para Rodrigo Mello, sócio-fundador da Seneca Evercore, o mercado está a uma distância relativamente segura do que foi presenciado em 2023 (quando apenas US$ 11,8 bilhões foram registrados no primeiro semestre), ao mesmo tempo que não chega nem perto dos mais de US$ 93 bilhões movimentados em 2021.
Mello afirma que o aumento registrado entre o segundo semestre do ano passado, quando foram registrados US$ 25 bilhões, e os primeiros seis meses deste ano "permite uma leitura de certa recuperação".









