Documento permite que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passe a viver nos EUA por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar, por exemplo, no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eduardo Bolsonaro em fala nos Estados Unidos — Foto: MANDEL NGAN / AFP/ 24-02-2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 19:18 Concessão Rápida de Green Card a Filho de Bolsonaro Gera Debate A concessão rápida do green card a Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo governo Trump, destaca-se em um processo que geralmente é demorado para a maioria dos imigrantes. O documento permite que ele viva indefinidamente nos EUA, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar. A rapidez contrasta com um sistema que, para outros, pode levar anos devido a complexidades burocráticas e análises de segurança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A concessão do green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo governo de Donald Trump, anunciada nesta segunda-feira, pôs os holofotes sobre um processo que, para a maioria dos imigrantes, costuma levar meses ou até anos, envolvendo uma série de etapas burocráticas, critérios legais e longas filas de espera. O documento permite que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passe a viver nos EUA por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar, por exemplo, no país. Embora a legislação americana preveja diferentes caminhos para obtenção do documento, especialistas em imigração ouvidos recentemente pelo GLOBO apontam que o tempo de processamento varia conforme a categoria do pedido, o país de origem, a disponibilidade de vistos e eventuais análises adicionais de segurança. As principais categorias são o patrocínio por familiares, a imigração baseada em emprego, pedidos por investimento, programas humanitários e categorias especiais destinadas a pessoas com habilidades extraordinárias ou cuja atuação seja considerada de interesse nacional. Alguns processos, segundo o USCIS (sigla em inglês para Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA), podem ser concluídos em um ano, enquanto outros ultrapassam cinco ou dez anos. Eduardo Bolsonaro recebeu o Green Card — Foto: Reprodução Não foram divulgados, entretanto, os detalhes sobre a categoria migratória utilizada pelo filho do ex-presidente, que está no país desde fevereiro do ano passado. Segundo o aliado da família, o jornalista Paulo Figueiredo, o pedido do green card do ex-deputado ocorreu há mais de um ano. O visto, no entanto, foi concedido apenas neste mês após Eduardo comprovar cumprir requisitos pré-determinados para obtenção do documento. O ex-deputado entrou nos Estados Unidos com um visto de turista, o que lhe permitia seguir em solo americano por cerca de seis meses. O ex-parlamentar alegava supostas perseguições do Judiciário brasileiro. Para driblar as limitações do visto atual, o bolsonarista dizia à época que pretendia solicitar asilo político ao governo Trump, já que esta é uma forma de conseguir o green card. A previsão de aliados, à época, era a de que ele retornaria ao Brasil em julho ou agosto deste ano, próximo às eleições, para disputar Senado por São Paulo ou compor uma chapa à Presidência com o apoio do pai. Desde então, Eduardo teve o mandato parlamentar cassado por faltas e perdeu o cargo público como escrivão da Polícia Federal. Além disso, no mês passado, Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro. Eduardo foi acusado de tentar inviabilizar o julgamento da trama golpista, ocasião em que Jair Bolsonaro, seu pai, foi condenado a 27 anos de prisão. A concessão do documento ocorre em um momento de endurecimento da política migratória do segundo governo Trump. Nos últimos meses, Washington anunciou uma série de mudanças que aumentam a incerteza para estrangeiros que pretendem obter residência permanente, incluindo brasileiros. Colaborou Luis Felipe Azevedo.