O partido fez sua convenção nacional na noite desta segunda-feira (20) e foi a primeira sigla que oficializou o apoio à reeleição do chefe do Executivo Para o presidente da sigla, Carlos Lupi, 'é uma honra' apoiar o Lula — Foto: Wenderson Araujo/Valor O Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciou, nesta segunda-feira (20), apoio nacional à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. O dirigente da legenda, Carlos Lupi, disse que a formalização representa um "ato de reencontro com a nossa história, de restabelecer nosso caminho". Lula agradeceu a lealdade pedetista e disse que, se depender dele, será vencedor já no primeiro turno das eleições de outubro. Ao lado de Lula, o partido fez sua convenção nacional na noite de hoje e foi a primeira sigla que oficializou o apoio à reeleição do chefe do Executivo. As convenções partidárias tiveram início nesta segunda-feira. "O senhor resgata a história do povo brasileiro, de Getúlio Vargas, de Lionel Brizola. O PDT vai te apoiar", afirmou Lupi, que foi ministro da Previdência Social neste mandato petista. Ele, contudo, deixou a pasta neste ano na esteira da crise das fraudes bilionárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), reveladas em abril, como resultado da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF). Lupi afirmou que "não é cargo, espaço em ministério nem qualquer benesse" que justifica o apoio a Lula, mas "a história da luta de todos". Na fala, ele reforçou a marca da campanha de Lula neste ano, que é a defesa da soberania, e disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é o "grande mal da sociedade". "É uma honra para o PDT dizer que o senhor [Lula] é nosso candidato oficial", comentou. Ao ouvir as palavras do presidente da legenda, Lula agradeceu a posição pedetista e disse ficar feliz com a decisão do partido. "Tenho uma relação muito engraçada com o PDT. Mesmo quando eu e Brizola brigávamos, nunca deixamos de ser amigos. Por mais que tivéssemos divergências, tínhamos uma relação respeitosa", comentou. "Quero agradecer a lealdade do PDT. Estamos juntos para ganhar as eleições. Não temos o direito de perder as eleições, de permitir que o negacionismo volte a pensar em governar o país", complementou o chefe do Executivo. Ele reforçou o discurso de união para a vitória no pleito e a defesa da soberania nacional. Aliados na convenção A convenção nacional também foi marcada pela presença de autoridades. O presidente do PT, Edinho Silva, participou da agenda, assim como o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, que é do PSB. Ele é considerado "braço-direito" do presidente do PSB, João Campos, que concorre ao governo de Pernambuco neste ano. Edinho disse que o pleito de 2026 representa a eleição mais importante "das nossas vidas" e defendeu que haja um esforço para buscar mais convergências do que divergências. "Se errarmos na leitura da conjuntura, não teremos clareza do desafio que estamos enfrentando. O fascismo e a xenofobia avançam no mundo. A direita se apropria do sentimento de antissistema. A ONU está sendo destruída. Não tem eleição mais importante que essa", pontuou. "Estamos construindo aliança para que a gente possa, efetivamente, na reeleição de Lula, deixar um legado para as futuras gerações, para fazer com que soberania vença. Não somos um puxadinho dos Estados Unidos", disse Edinho. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), candidato do PDT ao Senado, reforçou que o PDT apoiou Lula no Congresso durante este mandato. "O PDT é o primeiro partido realizando a convenção partidária, o primeiro partido a dizer 'sim' para a reeleição do presidente Lula. Um partido que, em todas as pautas que tivemos no Congresso, não faltou ao Brasil. O presidente, desde o dia em que ganhou a eleição, antes de tomar posse, já pôde contar com a bancada do PDT e nossa articulação no Congresso", disse. Ele, contudo, disse sonhar em ver o PT apoiando o projeto do PDT. "Quando o PDT toma decisão política e estratégica de apoiar a reeleição de Lula, não é posição de abrir mão de seus projetos e da construção de ser protagonista de uma bandeira para o Brasil. Isso nós teremos em um momento, e sonharemos em ver o PT apoiando esse projeto", comentou. O deputado federal Celso Sabino, candidato do PDT ao Senado pelo Pará, disse que onde o partido tiver candidato, os filiados terão a obrigação de colocar "o nome 'Lula' em cada material nosso". Ele, ainda, garantiu que irá entregar uma bancada de senadores para que o chefe do Executivo tenha "tranquilidade" na Casa Alta nos próximos anos. De olho em reforçar a bancada no Senado, o partido também anunciou as candidaturas de Leila do Volei pelo Distrito Federal, de Edvaldo Nogueira por Sergipe, de Marilia Arraes por Pernambuco e de Rafael Motta pelo Rio Grande do Norte. Já para a Câmara, oficializou André Figueiredo pelo Ceará e Dorinaldo Malafaia pelo Amapá.
PDT anuncia apoio nacional à reeleição de Lula, que agradece lealdade e prega união
O partido fez sua convenção nacional na noite desta segunda-feira (20) e foi a primeira sigla que oficializou o apoio à reeleição do chefe do Executivo






