Na semana passada, o secretário de Estado americano afirmou aplicação das barreiras comerciais ao Brasil se devem à conduta do governo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo Menos de uma semana depois de os Estados Unidos anunciarem nova taxação ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um convite para que autoridades internacionais acompanhem a eleição brasileira em outubro. Segundo ele, se o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, quiser apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), "que venha e monte um comitê". "Estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser pode vir acompanhar. Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar o meu adversário, que venha e monte um comitê. Porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia neste País", disse Lula nesta segunda-feira (20), em convenção nacional do diretório do PDT em Brasília. "Temos vários traidores que vão aos EUA pedir aos EUA impor condições ao Brasil." Essa é a primeira vez que Lula cita Rubio após ter sido alvo de críticas do secretário americano na semana passada. Pouco depois da oficialização da tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras pelos Estados Unidos, Rubio usou a rede social X para atribuir a aplicação das barreiras comerciais diretamente à conduta do governo brasileiro, ao que chamou de "ego" do mandatário. O presidente disse que há dois pontos sagrados no atual momento histórico e que marcarão a campanha política: a defesa da democracia e da soberania nacional. "Aqui, ninguém diz o que nós vamos fazer. Aqui decidimos o que será feito. Porque isso significa voltar a andar de cabeça erguida", disse o chefe do Executivo. Nessa linha, Lula reafirmou que concorrerá à reeleição neste ano. "Sou candidato pela quarta vez à presidência da República", frisou. Apesar das críticas em relação a sua idade, aos 80 anos, o petista disse que hoje está mais "motivado e preparado" do que quando assumiu o Executivo pela primeira vez, aos 57 anos, em 2003. No discurso, ele voltou a falar sobre algumas de suas bandeiras na corrida presidencial. Defendeu, por exemplo, a universalização da escola em tempo integral e disse que investimentos voltados à educação não são gastos. "Se depender de mim, vamos ganhar as eleições no primeiro turno."