Pré-candidato à Presidência pelo Novo diz que país sempre teve comandantes que se dedicaram à carreira política, mas tiveram a vivência de um empresário Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo), disse hoje que o país sempre teve presidentes que dedicaram a vida à carreira política, mas não tiveram a mesma vivência do empresário e que isso pode fazer diferença na busca de soluções para os problemas do país. "O Brasil precisa de gestor, de gente que rala, que paga impostos. O Brasil só teve presidente' politicão', não teve empresário. Precisa de alguém que veio do mundo real e eu vim", disse Zema em entrevista à rádio Tupi, no Rio de Janeiro, ao ser questionado sobre seu diferencial em relação a outros candidatos. Em relação às tratativas para a escolha de um nome para ser vice na chapa, Zema lembrou que se elegeu governador em 2018 com chapa pura e, em 2022, o Novo fez coligação com nove partidos em Minas. "Nesse momento, estamos conversando, mas não temos nada definido. Até o dia 5 de agosto esse nome estará definido. Nós queremos alguém ficha limpa", afirmou. No sábado (17), o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse a jornalistas em São Paulo que a legenda negocia com o Podemos o nome para compor chapa com Zema. O nome deve ser definido depois da convenção partidária do Novo, marcada para o dia 27 de julho. "Temos conversado com alguns partidos, em especial o Podemos. Há uma possibilidade de composição, mas ainda não há decisão final", afirmou Ribeiro. Ele não citou quais seriam os demais partidos. O nome do empresário Geraldo Rufino (Podemos) chegou a ser cogitado para compor a chapa com Zema, mas houve mudanças e ele deve concorrer por uma vaga no Senado por São Paulo. Zema disse que a escolha do vice levará em conta critérios como integridade e ficha limpa. O ex-governador chegou a declarar que Michelle Bolsonaro poderia integrar a chapa como eventual vice, no sábado. Horas depois, Michelle Bolsonaro afirmou nas redes sociais que sequer decidiu se vai disputar ao Senado pelo Distrito Federal. Ela observou que é filiada ao PL, que lançou o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à presidência da República. “Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada”, escreveu. Choque de gestão e privatizações Zema voltou a afirmar que sua proposta de governo engloba alguns choques de gestão e privatização das estatais. O ex-governador defende, na área de segurança pública, enquadrar todas as facções criminosas como terroristas e colocar as Forças Armadas, Polícia Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Receita Federal para combater o crime organizado. "O que tá faltando é a vontade de combater o crime organizado. Me parece que há muito político mamando nessas facções", disse Zema, sem citar nomes. Ele também defendeu um choque na gestão para reduzir os gastos públicos e, posteriormente, uma reforma tributária para reduzir impostos. "A renda do brasileiro está indo para pagar juros. As empresas estão morrendo. A gente está batendo recorde de falências. O Brasil do Lula está cada dia pior", criticou. Zema disse ainda que pretende fazer uma reforma previdenciária, aumentando o tempo mínimo de arrecadação para ter direito à aposentadoria. E disse que fará mudanças nos programas sociais, com o pagamento de R$ 5 mil para quem deixar o Bolsa Família e trabalhar com carteira assinada. "Tem muito marmanjão que recebe Bolsa Família, recebe proposta de emprego uma atrás da outra e prefere viver de bico para sempre. Estamos perpetuando a miséria no Brasil. Quero dar um incentivo para sair do Bolsa Família", afirmou. Em relação às privatizações, Zema disse que pretende privatizar "tudo mesmo" e observou que, em Minas, vendeu participações ou privatizou 118 empresas. "Nós já temos coisas demais para fazer na área de saúde, de educação, de segurança pública. O que os políticos mais gostam é de empresa estatal, para ficar dando emprego para os outros, fechando contratos escusos. Em estatal já tivemos petrolão, teve o BRB que se envolveu até o pescoço com o Banco Master. Não vi banco privado colocando dinheiro no banco do bandido", disparou. O ex-governador de Minas Gerais voltou a defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), quando questionado se não tinha medo de enfrentar problemas para dialogar com o STF caso seja eleito. "Eu tenho medo é desses ministros continuarem ministros, porque estão conseguindo fazer com que o Supremo fique muito mal visto e o Brasil fique mal visto. Eles merecem uma investigação. Eles não merecem estar lá. Tenho certeza que vamos ter uma virada no Congresso e vamos botar eles para fora", disse.
Zema diz que Brasil precisa de presidente "que veio do mundo real'
Pré-candidato à Presidência pelo Novo diz que país sempre teve comandantes que se dedicaram à carreira política, mas tiveram a vivência de um empresário








