Ex-governador de Minas Gerais afirma que falta ao pré-candidato do Missão à Presidência 'histórico de entrega' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (MBL) são pré-candidatos à Presidência — Foto: Agência O Globo//Reprodução/YouTube Pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema criticou o adversário do Missão na disputa, Renan Santos, pela falta de experiência na gestão pública. Na sabatina "No Osso", promovida pelo grupo Derrubando Muros, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que falta ao fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) "histórico de entrega" e que, por isso, ele age como uma "metralhadora giratória", com críticas aos governantes e à classe política. O candidato do Missão é, até agora, o único fora da polarização Lula-Flávio Bolsonaro que cresceu nas pesquisas. É o outsider que vem dando certo e um fenômeno da internet, conforme analisa a newsletter de Thomas Traumann. Na sabatina desta segunda-feira, Zema descartou formar uma chapa com outro postulante à terceira via, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), e disse tratar com naturalidade a ascensão de Renan Santos. — Como ele não teve experiência na gestão pública, sai dando tiro como uma metralhadora giratória, prometendo mundos e fundos — destacou Zema, empresário eleito pela primeira vez para cargo público em 2018. — Se um dia ele estiver do outro lado do balcão, com certeza as coisas mudam. Empatado no terceiro lugar com o líder do MBL em sondagens recentes de intenção de voto ao Planalto, Zema acrescentou que, numa democracia, "todos têm direito de ser candidatos". E avaliou que "algumas pesquisas" nas quais o pré-candidato do Missão tem se destacado "são feitas pela internet, o que é diferente da amostra da população brasileira". O ex-governador de Minas Gerais também defendeu anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso pela participação na trama golpista. Para Zema, a condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) foi "política". Questionado sobre os impactos de uma libertação de Bolsonaro para a percepção internacional quanto à segurança jurídica no país, o mineiro admitiu mudar de opinião. — Talvez deveríamos ter um rejulgamento, com pessoas mais isentas — disse ele, que ainda prometeu passar o "facão" nos gastos públicos e tentar, com reformas, levar a taxa de juros a "algo como 6,5%". No sábado, Renan Santos viajou a Belo Horizonte (MG) para participar de um congresso do MBL. Na ocasião, disse que Romeu Zema nunca foi um outsider e vive hoje uma crise de identidade partidária em meio a embates com diretórios estaduais do Novo. — Eu acho que o Zema se encaixava no velho Partido Novo, e ele hoje está perdido no novo Partido Novo. Para aquele velho Partido Novo, o Zema fez sentido. Ele era um empresário de fora da política, mas ele não era fora do sistema aqui em Minas. É um cara da elite aqui de Minas e não tem nenhuma crítica nisso. É um cara de elite normal, bem situado, bem posicionado, amigo das pessoas certas. Ele ganhou a eleição, e o grupo econômico ligado a ele também se deu muito bem — disse. As principais críticas de Renan Santos, porém, se voltaram contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem classificou como um "influencer" e comparou a si mesmo. — A diferença é de QI e caráter. O Nikolas é uma pessoa simplória e fingida. O Nikolas é uma pessoa falsa, é um influencer. Eu sou um político bom — afirmou. Santos disse, ainda, que falta a Nikolas a capacidade de articulação política. O deputado federal é "um samba de uma nota só", que "não entrega nada". — O que o Nikolas pensa sobre previdência no Brasil? ‘Cuidado com a esquerda’. O que o Nikolas pensa sobre saúde? ‘A esquerda está vindo aí’. O que o Nikolas pensa sobre educação? Pensa nada. Então, assim, ele tem uma fórmula malandra, ele é um influencer de política — analisou. — Esses caras não foram forjados para governar, eles foram forjados para gravar vídeos. E são ótimos gravadores de vídeo. Então, tem uma diferença muito clara, porque é muito mais fácil eu aprender a gravar um vídeo do que ele aprender a montar um partido político.