A pesquisa Meio/Ideia informou na semana passada que Michelle Bolsonaro é a mulher mais poderosa do país. Como alguém que se apresenta como recatada e do lar tem mais força do que a atual primeira-dama, que é feminista e tem título universitário?
Progressistas erram ao perceber conservadoras como acomodadas ao papel de mãe e esposa. "A palavra submissa já guarda um desentendimento sobre a mulher virtuosa", explica a antropóloga Christina Vital, da UFF. "Dá a ideia de uma passividade, que não é o que as mulheres virtuosas bíblicas têm."
"Elas podem ser muito poderosas na vida familiar e também na pública. E biblicamente, seu marido é tão comprometido e ligado à família e às obrigações religiosas quanto ela", completa Christina.
Michelle amplia sua influência num momento particular para o movimento evangélico. As grandes lideranças nacionais estão envelhecendo —os pastores da geração de Silas Malafaia e Edir Macedo se aproximam ou já ultrapassaram os 70 anos.
Ela é jovem, nativa digital e percebida como crente legítima. Comunica-se com evangélicas diretamente pelas redes, independentemente da denominação. Provou, como presidente do PL Mulher, que entrega resultados, e seu nome é mais conhecido do que o de qualquer parlamentar da bancada.







