PUBLICIDADE Várias vezes ao dia, sem sequer nos darmos conta, nossas narinas se alternam naturalmente: uma deixa entrar mais ar do que a outra 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A narina dominante naturalmente passa o bastão para a outra várias vezes ao dia — Foto: Unsplash RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/07/2026 - 13:26 "Ciclo Nasal: Como a Alternância de Fluxo Nasal Protege a Saúde Respiratória" Nossas narinas alternam naturalmente o fluxo de ar, um fenômeno chamado ciclo nasal, essencial para a saúde respiratória. Regulada pelo hipotálamo, essa alternância protege as mucosas e melhora a defesa contra patógenos. Fatores como infecções e alergias podem interromper esse ciclo. Anomalias anatômicas, como desvios de septo ou pólipos, também afetam a respiração, e, em casos persistentes, pode ser necessária atenção médica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um dos aspectos mais desagradáveis ​​de um resfriado ou alergia sazonal é ter o nariz entupido. Respirar pelas narinas torna-se difícil, ou mesmo impossível. Mas mesmo quando você não está doente, pode ter notado que, ao respirar fundo, apenas uma das narinas parece deixar o ar passar. Não se preocupe: antes de presumir que está ficando doente, saiba que isso é, na verdade, uma função corporal perfeitamente normal. Várias vezes ao dia, sem sequer nos darmos conta, nossas narinas se alternam naturalmente: uma deixa entrar mais ar do que a outra. Esse fenômeno, chamado ciclo nasal, desempenha um papel essencial no bom funcionamento do nosso nariz. Quando estamos acordados, essa alternância pode ocorrer aproximadamente a cada duas horas. É menos frequente durante o sono, porque nossa respiração fica mais lenta e o volume de ar que inalamos e exalamos diminui. O ciclo nasal consiste em duas fases principais: congestão e descongestão. Durante a fase de congestão, o fluxo de ar diminui em uma narina, enquanto a outra se descongestiona, permitindo maior circulação de ar. No entanto, essa narina "dominante" acaba se fatigando: a passagem contínua de ar a resseca e a torna mais suscetível a patógenos. É exatamente por isso que os papéis das duas narinas se invertem regularmente. Essa alternância é totalmente automática. Ela é regulada inconscientemente pelo hipotálamo, uma região do cérebro. No entanto, algumas pessoas não apresentam o ciclo nasal, principalmente aquelas com distúrbios hipotalâmicos. Estudos também sugerem que a narina esquerda costuma ser mais dominante, especialmente em pessoas destras. Estudos sobre a respiração nasal também sugerem que, quando a narina direita é dominante, o corpo está em estado de alerta ou estresse. Por outro lado, quando a narina esquerda assume o controle, o corpo tende a estar em um estado mais relaxado. O ciclo nasal desempenha diversas funções essenciais. A primeira função é proteger a mucosa nasal e todo o trato respiratório. Diariamente, pelo menos 12.000 litros de ar passam pelo nariz, que constitui, portanto, uma primeira linha de defesa contra patógenos. A alternância entre as duas narinas limita o risco de lesões e permite que os tecidos nasais mantenham sua plena eficácia na defesa contra microrganismos. O nariz também precisa de tempo para descansar e se recuperar. O ar que circula por ele seca gradualmente as membranas mucosas. Sem esses períodos de recuperação, os tecidos ficariam mais vulneráveis ​​a infecções e inflamações. A fase de congestão também é acompanhada por um aumento do fluxo sanguíneo nos vasos nasais. Esse influxo de sangue ajuda a manter as membranas mucosas bem hidratadas, promovendo assim sua reparação e regeneração. Também ajuda a aquecer e umidificar o ar à medida que passa pelas narinas. Quando o ciclo nasal é interrompido Diversos fatores podem perturbar o funcionamento normal do ciclo nasal. Infecções respiratórias, como resfriados ou gripes, levam a um aumento na produção de muco, o que interfere na alternância natural entre as duas narinas. Alérgenos, como pólen ou ácaros, também podem causar inflamação grave dos tecidos nasais, interrompendo o ciclo nasal normal. Certos medicamentos, principalmente os prescritos para pressão alta, também podem irritar a mucosa nasal. Isso ocorre porque eles afetam os vasos sanguíneos em todo o corpo, incluindo os do nariz. O uso excessivo de descongestionantes nasais (por mais de cinco dias consecutivos) pode causar rinite medicamentosa, uma forma de congestão causada pelos próprios medicamentos. O inchaço repentino dos tecidos nasais interrompe o funcionamento normal do ciclo nasal. Em outras pessoas, anomalias anatômicas interrompem o ciclo nasal. Os pólipos nasais, presentes em cerca de 4% da população, são crescimentos da membrana mucosa que geralmente se desenvolvem em ambas as narinas. Eles reduzem o fluxo de ar, tornando o ciclo nasal menos eficiente e dando a impressão de que ambas as narinas estão permanentemente obstruídas. Um desvio de septo — quando a cartilagem e a parede óssea que separam as duas narinas não estão alinhadas — também pode causar uma sensação persistente de congestão nasal. Em alguns casos, a cirurgia é necessária para melhorar a respiração e a qualidade do sono. Até mesmo fatores simples como deitar-se ou ficar curvado podem influenciar o ciclo nasal. Ao deitar-se, mais sangue flui para os tecidos do nariz. Devido à gravidade, o conteúdo dos seios nasais também se desloca em direção à narina mais próxima do travesseiro. Essa narina pode ficar obstruída, dificultando a respiração e interrompendo o funcionamento normal do ciclo nasal. Se você estiver com o nariz entupido, infecções respiratórias, como resfriado ou gripe, são geralmente a causa. A congestão nasal pode levar até duas semanas para passar. No caso de sinusite, ou infecção dos seios da face, os sintomas podem persistir por até quatro semanas. A alergia ao pólen também é uma causa comum de desregulação do ciclo nasal. Os sintomas podem durar várias semanas, dependendo do alérgeno envolvido. Durante a temporada de pólen, o uso regular de anti-histamínicos pode ajudar a aliviar os sintomas e reduzir a congestão nasal. No entanto, se uma narina permanecer obstruída por mais de duas semanas, é melhor consultar um médico, especialmente se houver secreção nasal incomum ou com aparência anormal. *Adam Taylor é Professor de Anatomia, Universidade de Lancaster.