Uma peça do motor se desprendeu da aeronave e atingiu a janela pouco após a decolagem de Tessalônica, no dia 10 de julho, e um passageiro foi parcialmente sugado para fora pela janela quebrada do Boeing 737 O diretor-presidente da Ryanair, Michael O'Leary, afirmou, nesta segunda-feira (20), que uma conclusão inicial da investigação sobre o incidente em que um passageiro foi parcialmente sugado para fora pela janela quebrada de um Boeing 737 sugere que houve “danos causados por objeto estranho” e que o episódio não foi resultado da idade da aeronave ou de suas condições de manutenção. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) está investigando o incidente ocorrido em 10 de julho, no qual uma peça do motor se desprendeu da aeronave e atingiu a janela pouco após a decolagem de Tessalônica, na Grécia, de acordo com vídeos e com a Administração Federal de Aviação (FAA). O avião, que seguia para a Alemanha, perdeu pressão na cabine e realizou um pouso de emergência. “A indicação inicial sugere que parece ter havido danos ao motor causados por um objeto estranho durante a decolagem em Tessalônica, mas ainda não temos condições de afirmar isso de forma definitiva”, disse O'Leary a analistas após a divulgação dos resultados da Ryanair para o trimestre de abril a junho. O'Leary afirmou que a aeronave tinha 18 anos de uso e que seu motor havia passado por manutenção completa e revisão geral nos últimos dois anos. Ele acrescentou que um relatório preliminar sobre o incidente será divulgado em cerca de 28 dias, seguido por um relatório mais detalhado. O episódio, que lembrou dois voos do Boeing 737 NG da Southwest Airlines ocorridos em 2016 e 2018, levou a uma reavaliação da resposta dada àqueles incidentes, disse à Reuters na semana passada o administrador da FAA, Bryan Bedford. A confirmação de que os danos foram causados por um objeto externo poderia reduzir as responsabilidades da Boeing e da Ryanair pelo incidente. Diretor-presidente da Ryanair, Michael O'Leary — Foto: Christopher Goodney/Bloomberg