Emprego tem melhorado no país, mas camada mais vulnerável permanece estável nos últimos cinco anos, mostra estudo Rodolpho Tobler: nem todos informais precisam da mesma política pública — Foto: Leo Pinheiro/Valor A mineira Andreia Candida Martins Farias, 50 anos, trabalha informalmente como diarista, no Rio. Moradora do Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, com ganhos mensais de um salário mínimo, Martins sustenta quatro filhos e três netos, com ajuda do filho mais velho, Pedro, de 30 anos, que já trabalha. Ela nunca teve carteira assinada de forma consistente: a última vez foi em 2019. “É muito difícil conseguir trabalho com carteira assinada pelas exigências e custos. Muitas pessoas preferem pagar diarista a ter empregada doméstica”, contou. Como o trabalho nas diárias é errático, também é difícil arcar com o Imposto sobre Serviços (ISS) e contribuir para Previdência, admitiu.

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