Mikel Merino decidiu oitavas e quartas após sair do banco, enquanto Ferran Torres e Nico Williams construíram o gol que derrubou a Argentina na final 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ferran Torres, autor do gol do título; Merino, autor do gol da classificação nas oitavas e quartas de final da Copa — Foto: Paul ELLIS / AFP e Kevin C. Cox/Getty Images/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/07/2026 - 23:06 Reservas Brilham e Garantem Título Mundial para a Espanha A Espanha conquistou a Copa do Mundo com destaque para a eficácia dos jogadores reservas, fundamentais na conquista do título. Mikel Merino e Ferran Torres, saindo do banco, foram decisivos em partidas cruciais do mata-mata, com Merino marcando gols vitais contra Portugal e Bélgica, e Ferran garantindo a vitória na final contra a Argentina. A estratégia de Luis de la Fuente em utilizar jogadores com características distintas, como Nico Williams e Pedri, foi crucial para superar adversários e assegurar o triunfo espanhol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Espanha conquistou a Copa do Mundo com Rodri eleito o melhor jogador, Lamine Yamal como símbolo de uma nova geração e uma defesa que sofreu apenas um gol em toda a campanha. Mas três dos cinco jogos do mata-mata foram decididos por jogadores que começaram no banco. Mikel Merino resolveu duas eliminatórias consecutivas e Ferran Torres marcou o gol do título, após participação decisiva de outro reserva, Nico Williams. Nas oitavas de final, contra Portugal, a Espanha controlava a bola, mas não encontrava o caminho do gol. Luis de la Fuente recorreu a Merino e Ferran, e a dupla resolveu o clássico ibérico nos acréscimos. Ferran encontrou o passe por trás da defesa, e Merino, que havia entrado durante o segundo tempo, marcou aos 46 minutos para fazer 1 a 0 e evitar uma prorrogação. O roteiro se repetiu nas quartas. A Bélgica empatou a partida ainda no primeiro tempo e resistiu ao domínio espanhol até os minutos finais. Merino saiu novamente do banco e aproveitou, aos 43 minutos da etapa final, o rebote do goleiro Senne Lammens após finalização de Pau Cubarsí. Tornou-se o primeiro jogador da história das Copas a marcar, como reserva, os gols da vitória em duas partidas diferentes de mata-mata numa mesma edição. Na semifinal contra a França, os titulares encaminharam a classificação por 2 a 0. Na decisão, porém, o banco voltou a ser necessário. De la Fuente substituiu Mikel Oyarzabal por Ferran Torres aos 17 minutos do segundo tempo e, pouco depois, trocou Álex Baena por Nico Williams. Pedri e Merino também foram acionados para renovar o meio-campo e oferecer novas maneiras de atacar uma Argentina fechada diante da própria área. As mudanças deram à Espanha mais velocidade pelos lados, presença na área e fôlego para manter o cerco durante a prorrogação. Nico chegou a balançar a rede, mas o gol foi anulado por uma falta anterior de Merino. Aos 106 minutos, o ponta apareceu novamente na segunda trave e ajeitou de cabeça para Ferran marcar o único gol da final. Os dois jogadores envolvidos diretamente no lance decisivo haviam começado a partida entre os reservas. Nico Williams, da Espanha, atuando na Copa do Mundo — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP Merino e Ferran resumem uma característica importante do trabalho de De la Fuente: a Espanha não tinha apenas substitutos para seus titulares, mas jogadores capazes de oferecer características diferentes. Merino acrescentava força física, chegada à área e jogo aéreo; Ferran atacava espaços com mais agressividade do que Oyarzabal; Nico aumentava a velocidade e os confrontos individuais pela esquerda; Pedri permitia mudar o ritmo da circulação da bola. Dos cinco jogos espanhóis no mata-mata, três foram vencidos por gols de reservas nos minutos finais. Merino eliminou Portugal e Bélgica; Ferran derrubou a Argentina. A Espanha terminou a Copa com uma escalação reconhecível, mas conquistou o título porque De la Fuente pôde olhar para o banco e encontrar mais do que peças para administrar o cansaço. Encontrou os jogadores que mudaram a história.