Agência complementa que Brasil, por seu lado, tem oferta de energia barata e limpa O Brasil apresenta vantagens estruturais para a exploração e produção de níquel, grafite e nióbio, elementos que integram o grupo dos chamados minerais críticos, com oferta de eletricidade hidrelétrica de baixo custo e emissões reduzidas de carbono, aponta a Moody's. A América Latina, informa a agência, possui vantagens estratégicas globais neste segmento e tem como pontos fortes uma geologia rica, custos competitivos, infraestrutura estabelecida, mão de obra qualificada e baixo risco geopolítico. Nesta semana, a Moody's divulgou relatório sobre o cenário latino-americano para os minerais críticos. Para a agência de classificação de risco, embora a América Latina tenha recursos consideráveis e jurisdições relativamente estáveis, riscos regulatórios, ausência de políticas públicas e de execução afetam a qualidade do crédito para empresas que buscam projetos de minerais críticos. A agência cita que governos da região estão adotando políticas destinadas a fortalecer cadeias de abastecimento de minerais críticos e atrair novos investimentos. É o caso do Chile, da Argentina e do Brasil. "Apesar de recursos abundantes e da melhoria das políticas que fortalecem a cadeia de valor da América Latina, os gargalos estruturais, a complexidade técnica e os riscos macroeconômicos e regulatórios da região dificultam sua concorrência com polos de processamento estabelecidos em todo o mundo", afirmou a Moody's no relatório. Apesar do avanço gradual para expandir atividades do segmento de "downstream", como processamento, refino e atividades com valor agregado, a competitividade da América Latina em minerais críticos ainda está em sua concentrada na produção e extração ("upstream"). "A expansão aumentaria as margens e a integração às cadeias de abastecimento de baterias e automotivas, mas a dependência da região da exportação de materiais brutos ou semiprocessados expõe os produtores à volatilidade de preços e à dependência de capacidade externa de refino, particularmente na China", disse a agência. A Moody's afirmou também que os minerais críticos se consolidam como ativos estratégicos que sustentam a transição energética, a política industrial e as aplicações de defesa. A classificadora de risco ressalta que a China tem como principal vantagem décadas de investimento e experiência em cadeias de abastecimento totalmente integradas, com capacidade de processamento em grande escala, mão de obra qualificada e forte coordenação entre empresas e governo. Sede da agência de classificação de risco Moody's em Nova York — Foto: Jeenah Moon/Bloomberg
Para explorar minerais críticos, América Latina tem geologia rica e custos competitivos, avalia Moody's
Agência complementa que Brasil, por seu lado, tem oferta de energia barata e limpa







