(Esta é a segunda parte da coluna publicada na semana anterior.)
As ações recentes dos Estados Unidos na Venezuela mostram como recursos naturais, empresas, sanções e política externa podem se entrelaçar. O caso recomenda atenção às condições de qualquer acordo. Também é preciso olhar para onde estão os minerais.
O relatório da Amcham, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, estima US$ 20,5 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030: US$ 8,62 bilhões em cobre, principalmente no Pará e na Bahia, US$ 4,74 bilhões em níquel, no Pará e em Goiás, US$ 2,39 bilhões em terras raras, em Goiás e Minas Gerais, e US$ 1,17 bilhão em lítio, em Minas.
Relatório da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) identificou mais de 1.300 requerimentos minerários incidentes sobre Terras Indígenas na Amazônia. Segundo a entidade, 390 apresentam sobreposição total. O Observatório da Mineração encontrou requerimentos de diferentes minerais em territórios quilombolas e 187 processos de terras raras atingindo áreas de 96 assentamentos do Incra.
Requerimento minerário não significa mina instalada. Os levantamentos indicam onde a pressão mineral cresce e onde decisões sobre licenciamento, direitos territoriais e consulta às comunidades poderão ocorrer.









