Era uma daquelas manhãs agitadas em que eu já estava atrasado para o trabalho. Na pressa de pegar minhas chaves e sair correndo, derrubei algumas coisas da bancada, espalhando moedas soltas pelo chão.
Enquanto recolhia as moedas, percebi que estava usando movimentos diferentes para juntar tudo, e esses movimentos pareciam depender dos diferentes comprimentos dos meus dedos. Meu polegar e meu indicador se uniram para pegar uma moeda de dez centavos, enquanto meu dedo médio se esticou mais para pegar as moedas que haviam rolado para debaixo da borda de um armário. Meu dedo anular e meu mindinho se curvaram para dentro para segurar as moedas que eu já havia recolhido, enquanto eu buscava mais.Esses movimentos realmente me fizeram perceber como cada dedo tem sua própria função –e como o comprimento variável de cada um deles desempenha um papel importante no que ele é capaz de fazer.
Refletir sobre essas coisas faz parte da minha função: como antropólogo biológico que estuda a biomecânica dos movimentos humanos, frequentemente penso em como movimento, forças e estrutura atuam em conjunto para moldar o corpo humano.
Equipe de cinco
Meu contratempo matinal mostrou que cada um dos meus cinco dedos parecia ter seu próprio papel, e as diferenças no comprimento dos dedos os ajudavam a realizar tarefas diferentes.









