PUBLICIDADE A preferência, ou seja, qual mão você instintivamente usa para a maioria das tarefas, surge antes do nascimento e tem raízes biológicas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A maioria das pessoas prefere uma das mãos para escrever, tocar, arremessar e até mesmo segurar o garfo — Foto: Pexels RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 11:10 Estudo revela que dominância manual é construída por prática, não genética Um novo estudo publicado na PNAS desafia a visão tradicional sobre a dominância manual, sugerindo que a habilidade da mão dominante é resultado de prática ao longo da vida, e não algo inato. Pesquisadores, incluindo John Krakauer, descobriram que a preferência manual surge antes do nascimento, mas a dominância é construída pela interação com ferramentas. A lateralidade, portanto, emerge da prática e cultura, não de fatores genéticos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Você é canhoto ou destro? A maioria das pessoas prefere uma das mãos para escrever, tocar, arremessar, segurar o garfo. A visão tradicional é que a mão dominante "nasce" mais capaz, com suas habilidades enraizadas em um hemisfério cerebral especializado no controle motor. Entretanto, um novo estudo, publicado pela PNAS, mostra que ela é consequência de uma vida inteira de prática e só se manifesta quando pegamos uma ferramenta. O artigo, de autoria do professor externo da SFI, John Krakauer (Universidade Johns Hopkins), em colaboração com Ahmet Arac e Nicolas YH Jeong Lee, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, separa duas ideias — preferência e dominância. A preferência, ou seja, qual mão você instintivamente usa para a maioria das tarefas, surge antes do nascimento e tem raízes biológicas, como mostram pesquisas anteriores. A dominância, ou seja, a diferença de habilidade entre as duas mãos, é a questão que o estudo aborda. Em uma série de experimentos usando captura de movimento 3D, os pesquisadores compararam os dois braços de diversas pessoas durante movimentos normais de alcançar objetos, movimentos de alcançar com um peso no pulso e movimentos de alcançar com uma bengala leve fixada no antebraço. E foi aí que a diferença surgiu. O braço não dominante teve dificuldade em controlar a trajetória curva mais complexa exigida por ela. "Você não prefere sua mão dominante porque ela é mais habilidosa. Ela se torna mais habilidosa porque você a prefere. E você não notaria nenhuma diferença entre suas duas mãos sem ferramentas e objetos no mundo que exigem prática para serem usados corretamente”, afirmou Krakauer. O estudo reformula a dominância de um braço como algo que emerge ao longo da vida — habilidades construídas assimetricamente por meio da prática, em vez de serem inatas. A assimetria não está armazenada em um gene ou hemisfério; ela se acumula pelo uso das ferramentas que nós mesmos inventamos. É um lembrete de que até mesmo uma característica aparentemente fixa como a lateralidade pode ser emergente, surgindo da interação entre biologia, comportamento e cultura, e não de uma única causa. "Como os humanos são usuários e fabricantes de ferramentas excepcionalmente prolíficos, a lateralidade pode ser um subproduto de nossa inventividade", afirma. Nesse sentido, acrescenta, a lateralidade "pode ser vista como uma impressão digital da cultura humana de uso de ferramentas”, afirma Arac. Os pesquisadores, agora, planejam estudar pessoas cuja preferência e prática divergem, como canhotos forçados a usar ferramentas com a mão direita, sobreviventes de AVC cuja preferência manual muda e amputados que desenvolvem habilidades com efeitos não convencionais.
Canhoto ou destro: mão dominante é algo que vem de nascença ou se adquire? Novo estudo tem resposta surpreendente
A preferência, ou seja, qual mão você instintivamente usa para a maioria das tarefas, surge antes do nascimento e tem raízes biológicas






