Da Jules Rimet ao modelo atual, a peça reúne episódios marcantes, como um roubo no Brasil e um esconderijo durante a guerra 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Taça Copa do Mundo — Foto: Getty Images RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 21:17 História da Taça da Copa do Mundo: De Jules Rimet ao Luxo Atual A taça da Copa do Mundo tem uma história rica, desde sua criação em 1930 por Jules Rimet, até o modelo atual. A estatueta original, a Jules Rimet, foi roubada no Brasil em 1983. Hoje, a taça desenhada por Silvio Gazzaniga é feita de ouro e representa a união no futebol. Desde 2010, ela é transportada em um estojo de luxo da Louis Vuitton, simbolizando o prestígio do troféu mais cobiçado do esporte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Neste domingo (19) a Espanha e a Argentina entram em campo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, para decidir quem fica com o título da Copa do Mundo 2026. De um lado, a atual campeã, que soma três taças e tenta erguer o troféu pela quarta vez. Do outro, a seleção que busca repetir o feito de 2010 e conquistar o bicampeonato. Mas antes da bola rolar, vale conhecer a trajetória do objeto mais cobiçado do futebol mundial. Cafu com a taça em 2002 — Foto: Getty Images A história da taça da Copa do Mundo começou em 1930, quando Jules Rimet, então presidente da FIFA, idealizou a primeira edição do torneio, disputada no Uruguai. O escultor francês Abel Lafleur foi encarregado de criar o troféu: uma estatueta banhada a ouro sobre uma base de lápis-lazúli, representando Nike, a deusa grega da vitória, segurando um cálice. Inicialmente apelidada de "Deusa Dourada", a peça passou a ser chamada de Jules Rimet em homenagem ao dirigente. Pelé Jules Rimet — Foto: Getty Images Durante a Segunda Guerra Mundial, o italiano Ottorino Barassi protegeu o símbolo máximo do futebol ao escondê-lo em uma caixa de sapatos sob a própria cama, em Roma, evitando que caísse nas mãos dos nazistas. Décadas mais tarde, o Brasil conquistou a posse definitiva do objeto ao vencer seu terceiro Mundial, em 1970. A conquista, porém, teve um desfecho amargo: em 1983, a Jules Rimet foi furtada da sede da CBF, no Rio de Janeiro, e jamais voltou a ser encontrada. Após o desaparecimento da antiga taça, a FIFA já havia adotado um novo modelo para a competição. Em 1971, a entidade promoveu um concurso internacional que reuniu 53 projetos de escultores de sete países. A proposta vencedora foi a do italiano Silvio Gazzaniga, escolhida por um comitê presidido por Stanley Rous, então presidente da federação. O desenho, utilizado até hoje, retrata duas figuras humanas sustentando o globo terrestre, em uma representação da força e da união do futebol mundial. Atual taça da Copa do Mundo — Foto: Getty Images Produzida em ouro 18 quilates, com faixas de malaquita na base, a peça mede 36,8 centímetros de altura e pesa 6,175 quilos. O interior é oco — se fosse maciça, teria entre 70 e 80 quilos, tornando inviável levantá-la durante a comemoração. Ao contrário da antiga, o troféu atual permanece como patrimônio da FIFA: as seleções campeãs recebem uma réplica banhada a ouro, enquanto o original retorna à entidade após a cerimônia de premiação. O baú da Louis Vuitton Desde a Copa de 2010, na África do Sul, a Louis Vuitton assina o desenho do estojo que leva o troféu ao gramado nas finais. Baú da Louis Vuitton — Foto: Reprodução A peça de 2026 foi confeccionada à mão nas oficinas históricas da grife em Asnières-sur-Seine, na França, e chega coberta pelo tradicional monograma dourado e marrom da marca, com um "V" pintado à mão nos painéis frontais — a letra remete tanto a "Vuitton" quanto a "Victory" (vitória, em inglês). Detalhes como cantos e fechos em latão dourado remontam à ferragem usada pela grife desde o século 19.