Entre desembarques e aparições públicas, itens assinados por grifes exclusivas ganham espaço e reforçam a imagem de status dos atletas fora dos gramados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Acessórios de luxo se tornam extensão da imagem dos jogadores na Copa do Mundo — Foto: Getty Images RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 10:57 Jogadores da Copa do Mundo adotam acessórios de luxo como símbolo de status Na Copa do Mundo, acessórios de luxo como bolsas Hermès e Louis Vuitton tornaram-se símbolos de status entre jogadores. Atletas como Erling Haaland e Neymar exibem itens exclusivos que destacam seu pertencimento a um universo além do esporte. Essa tendência reflete uma mudança no consumo de luxo masculino, antes centrado em relógios e carros, e agora expandido para peças que comunicam exclusividade e influenciam a moda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Como a Copa do Mundo se consolidou como um dos maiores eventos de audiência do planeta, tudo o que envolve seus protagonistas acaba extrapolando o universo esportivo. Se dentro de campo o desempenho segue sendo o principal termômetro de sucesso, fora dele são as escolhas de estilo que ajudam a construir a imagem de jogadores acompanhados por milhões de pessoas. Nesta edição do torneio, um detalhe tem chamado atenção nos desembarques, concentrações e aparições públicas dos atletas: a presença cada vez mais frequente de bolsas, malas e acessórios assinados por algumas das grifes mais exclusivas do mundo. O fenômeno sinaliza uma mudança na forma como o luxo é consumido e exibido por homens, especialmente por figuras de grande influência. Durante décadas, relógios de alta relojoaria e carros esportivos ocuparam o centro desse imaginário. Agora, peças da Hermès e da Louis Vuitton aparecem como símbolos de status tão desejados quanto os tradicionais itens ligados ao universo masculino. Entre os exemplos mais comentados está o atacante norueguês Erling Haaland. De acordo com a imprensa internacional, o jogador reúne uma coleção de bolsas avaliada em milhões de reais, incluindo modelos raros da Hermès que figuram entre os itens mais cobiçados do mercado de luxo. A tendência também pode ser observada entre atletas que disputam a Copa. Neymar, por exemplo, já foi fotografado em viagens carregando malas e bolsas da Louis Vuitton, enquanto integrantes da Seleção Brasileira desembarcaram nos Estados Unidos com modelos da Hermès que podem alcançar cifras comparáveis às de automóveis de alto padrão. Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, esse movimento reflete uma transformação na maneira como atletas projetam suas identidades públicas. "Durante muito tempo, o luxo masculino esteve associado principalmente a relógios e automóveis. Hoje vemos uma expansão desse repertório. Quando um jogador aparece com uma Birkin, uma Kelly ou uma peça exclusiva da Louis Vuitton, ele está comunicando pertencimento a um universo cultural que ultrapassa o esporte. São objetos que carregam história, desejo e escassez", explica. Neymar, Erling Haaland e Lionel Messi: acessórios de luxo viram o novo status dos jogadores de futebol — Foto: Reprodução Instagram Segundo a especialista, o valor dessas peças vai muito além da função prática. Em um mercado pautado pela exclusividade, determinados produtos representam acesso a círculos extremamente restritos. "No mercado de luxo, a exclusividade é uma linguagem. Muitas dessas peças não podem simplesmente ser compradas; elas exigem relacionamento com a marca, histórico de consumo e acesso a círculos muito específicos. Quando um atleta exibe uma dessas bolsas, ele reforça sua imagem como alguém que ocupa espaços tradicionalmente reservados a grandes empresários, celebridades globais e colecionadores", afirma. A ascensão desses acessórios acompanha uma mudança mais ampla no comportamento masculino. Nos últimos anos, bolsas deixaram de ser vistas apenas como itens funcionais ou predominantemente femininos para ocupar espaço nas coleções de moda masculina e no guarda-roupa de artistas, executivos e personalidades do esporte. O resultado é uma ampliação das possibilidades de expressão por meio da imagem. Nesse contexto, os corredores dos aeroportos e hotéis da Copa passaram a funcionar quase como passarelas informais. Veículos especializados em moda e negócios acompanham as chegadas das seleções com a mesma atenção dedicada aos desfiles internacionais, analisando desde relógios e joias até malas e acessórios de viagem. Para Tamara, o interesse crescente das marcas por esses atletas não acontece por acaso. "O futebol se tornou uma plataforma global de influência. Um craque não representa apenas um clube ou uma seleção. Ele é uma marca internacional acompanhada por milhões de pessoas. As maisons de luxo entenderam isso há muito tempo e passaram a enxergar esses atletas como embaixadores naturais de um estilo de vida aspiracional", diz. Além da visibilidade, a especialista destaca que as escolhas dos jogadores ajudam a redefinir códigos tradicionais da moda masculina. "Quando vemos jogadores carregando peças tradicionalmente associadas ao universo feminino, percebemos uma mudança importante na forma como o luxo masculino é percebido. Existe mais liberdade estética, mais experimentação e menos preocupação com antigas convenções. Isso torna esses atletas ainda mais relevantes para as marcas", conclui.