Renan Bastos, especialista no mercado internacional de alta relojoaria, explica a mudança na forma como atletas passaram a comunicar status e exclusividade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lionel Messi, Lamine Yamal e Enzo Fernández — Foto: Reprodução Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 13:32 Relógios Raros Substituem Joias como Símbolo de Luxo no Futebol Relógios raros se tornaram o novo símbolo de luxo entre jogadores de futebol, substituindo as joias chamativas de outrora. Renan Bastos, especialista em relojoaria, destaca que essa mudança reflete uma tendência global de "quiet luxury", onde a exclusividade e a história de peças como Patek Philippe e Rolex ganham destaque sobre o excesso. Atletas como Messi e Neymar adotam essa linguagem de prestígio discreto, alinhada com a evolução no consumo de alto padrão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Por muitos anos, o poder no futebol também era construído pela imagem. Correntes robustas de ouro, pingentes chamativos e joias de grandes proporções se tornaram parte do visual de atletas que transformaram o sucesso dentro de campo em uma estética de conquista fora dele. A ideia era clara: quanto mais evidente o brilho, maior parecia ser a demonstração de status. Esse estilo marcou diferentes gerações de jogadores e ajudou a criar uma associação entre ascensão profissional e ostentação. As joias deixaram de ocupar apenas o lugar de acessórios e passaram a representar reconhecimento, riqueza e uma nova posição social alcançada por atletas que, muitas vezes, vinham de trajetórias de superação. Nos últimos anos, porém, essa linguagem começou a mudar. O excesso deu espaço a uma forma mais discreta de demonstrar prestígio, baseada em peças que nem sempre são reconhecidas por todos, mas carregam valor histórico e simbólico dentro de determinados círculos. A transformação aparece no próprio universo dos grandes jogadores. Na final da Copa do Mundo de 2026, entre Argentina e Espanha, Lionel Messi, Enzo Fernández e Lamine Yamal representam diferentes gerações do futebol, mas também compartilham uma escolha fora dos gramados: o relógio de alta relojoaria como principal elemento de expressão pessoal. Os três atletas já foram vistos usando modelos de marcas como Patek Philippe, Rolex e Audemars Piguet, casas tradicionais da relojoaria suíça. Em comum, estão peças produzidas em quantidades limitadas, muitas vezes disputadas por colecionadores e difíceis de encontrar no mercado convencional. Mais do que acessórios de luxo, esses relógios passaram a funcionar como uma espécie de código. Diferentemente das joias chamativas de outras épocas, que buscavam reconhecimento imediato, a alta relojoaria é construída a partir de repertório, com valor associado à história da marca, à complexidade da fabricação e à raridade de cada modelo. Para Renan Bastos, especialista no mercado internacional de relógios de luxo, essa mudança acompanha uma transformação mais ampla na relação com o consumo de alto padrão. "Há alguns anos, a ostentação era construída pelo excesso. Hoje, o luxo passou a ser percebido pela exclusividade. Em muitos casos, um relógio extremamente raro comunica muito mais do que diversas joias usadas ao mesmo tempo", explica. Segundo Renan, o movimento se aproxima do conceito conhecido como quiet luxury, tendência que ganhou força na moda e em outros segmentos ao valorizar discrição, qualidade e tradição em vez de elementos excessivamente chamativos. "O relógio passou a ocupar um lugar muito interessante porque ele exige repertório. Nem todo mundo reconhece uma peça rara apenas olhando. Quem conhece, entende imediatamente o que aquele objeto representa." Para o especialista, o futebol apenas acompanha uma mudança que já vinha acontecendo entre consumidores de alto patrimônio. "Empresários, executivos, investidores e grandes colecionadores passaram a consumir produtos que comunicam exclusividade de forma muito mais discreta. O atleta moderno absorveu esse comportamento. Hoje ele busca peças que transmitam história, tradição e pertencimento a um universo extremamente restrito", conclui. Especialista em alta relojoaria, Renan Bastos explica a nova relação dos atletas com o luxo — Foto: Divulgação Relógios milionários: veja algumas das peças mais valiosas da coleção de Neymar 1 de 5 Patek Philippe Nautilus Haute Joaillerie 5811/1460G-001 (R$ 3,7 milhões): versão em ouro branco do clássico Nautilus, totalmente cravejada de diamantes na caixa, mostrador e pulseira. É um dos relógios mais luxuosos e exclusivos da coleção de Neymar — Foto: Divulgação 2 de 5 Richard Mille RM 68-01 Cyril Kongo Tourbillon (R$ 10,7 milhões): criado em parceria com o artista francês Cyril Kongo, o modelo combina alta relojoaria e arte urbana. A caixa abriga um mecanismo tourbillon e traz pinturas feitas à mão, tornando cada peça única — Foto: Reprodução X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Rolex Cosmograph Daytona (R$ 1,5 milhão): versão de luxo do tradicional cronógrafo da Rolex, com luneta cravejada de diamantes e mostrador em madrepérola. — Foto: Reprodução 4 de 5 Audemars Piguet Royal Oak Concept Black Panther Tourbillon (R$ 1,4 milhão): edição limitada criada em parceria com a Marvel, inspirada no super-herói Pantera Negra — Foto: Reprodução X de 5 Publicidade 5 de 5 Patek Philippe Nautilus Flyback Chronograph 5980/60G-001 (R$ 1 milhão): versão em ouro branco do icônico Nautilus, equipada com função cronógrafo flyback e pulseira de tecido azul. — Foto: Reprodução — Foto: Reprodução De modelos cravejados de diamantes a edições limitadas da alta relojoaria suíça, Neymar reúne relógios avaliados em milhões de reais
O novo luxo dos jogadores de futebol: por que relógios raros ganharam espaço entre os craques
Renan Bastos, especialista no mercado internacional de alta relojoaria, explica a mudança na forma como atletas passaram a comunicar status e exclusividade






