Técnico assumiu seleção desconhecido, após passagens pelas categorias de base 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Luis de la Fuente, técnico da seleção da Espanha — Foto: divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 20:38 Luis de la Fuente Transforma Espanha em Potência na Copa do Mundo Luis de la Fuente, inicialmente desconhecido, transformou a seleção espanhola no melhor coletivo da Copa do Mundo. Após conquistar a Euro 2024 e ser vice na Liga das Nações 2025, ele levou a Espanha à final da Copa com uma base de jogadores que treinou nas categorias inferiores. De la Fuente, que substituiu Luis Enrique, destaca-se pela conexão profunda com seus atletas, resultando em um time coeso e eficaz. A final contra a Argentina de Messi testará sua abordagem silenciosa e focada no coletivo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na véspera da estreia da Espanha na Euro de 2024, contra a Croácia, o zagueiro Gvardiol foi questionado sobre Luis de la Fuente e, prontamente, respondeu: “Quem?”. O croata não reconheceu o nome do técnico espanhol e precisou da ajuda do assessor de imprensa. Naquele momento, o treinador era realmente pouco conhecido. Até que, ao fim do torneio, colocou seu nome como campeão europeu. Agora, dois anos depois daquele “quem?”, ele terá a chance de conquistar o mundo com a Espanha. Mesmo com o título da Euro, De la Fuente chegou ao Mundial longe de ter a fama de treinadores como Carlo Ancelotti, do Brasil, e Thomas Tuchel, da Inglaterra. Dois nomes experientes que chegaram às suas respectivas seleções depois de colecionarem títulos pelo futebol de clubes. Um caminho oposto ao que foi tomado pelo técnico espanhol. Carreira na base Sua única experiência como treinador profissional havia sido uma passagem ruim de 11 jogos pelo Deportivo Alavés, na terceira divisão da Espanha, em 2011. Depois, em 2013, assumiu a seleção espanhola sub-19 e começou a subir degraus: passou também pela equipe sub-21 e pela seleção olímpica, conquistando o Europeu sub-19 e sub-21, além da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, ao perder a final para o Brasil. Assim, De la Fuente foi o escolhido, sob muita desconfiança, para substituir Luis Enrique na seleção principal após a Copa de 2022. Seu antecessor, sim, tinha o peso de um técnico multicampeão com Messi, Neymar e Suárez no Barcelona. O novo treinador, no entanto, não sentiu a pressão e levou seu DNA para a seleção espanhola. Uma identidade, inclusive, construída desde as categorias de base do país, as quais o treinador conhece bem. Com isso, levou a Espanha à final da Copa com cinco jogadores que conquistaram a medalha de prata olímpica em 2021: Dani Olmo, Merino, Pedri, Cucurella e Unai Simón. Antes de ser reconhecido pelo mundo, De la Fuente já conhecia os jogadores que estariam ao seu lado em busca da glória máxima no futebol. Dessa forma, discreto, venceu a Euro, foi vice da Liga das Nações, em 2025, e agora faz o melhor trabalho coletivo da Copa sem a grife de outros nomes badalados. Enquanto os olhos do mundo se voltam para a ousadia de Lamine Yamal em campo, os cabelos cacheados de Cucurella e a elegância de Rodri no meio-campo, o maior responsável pelo protagonismo da Espanha no Mundial está à beira do gramado, como se ainda estivesse em algum torneio sub-19. E talvez esse seja realmente seu diferencial. Luis de la Fuente comemora com Yamal — Foto: Odd ANDERSEN / AFP — Minha relação com esses jogadores, com 90% da atual seleção, vem de muitos anos. Alguns, até mesmo de 10 ou 12 anos. Testemunhei todo o desenvolvimento deles, crescemos juntos. Vai além da típica relação entre técnico e jogador. Há algo muito mais profundo — disse o treinador à Fifa antes da Copa do Mundo. — E acho que essa é uma das nossas forças: saber que nosso entendimento mútuo nos dá a confiança necessária para nos esforçarmos ao máximo. É incrivelmente reconfortante . Um leve finalista Mesmo diante da pressão de estar em uma final do Mundial, De la Fuente não perdeu sua leveza, a convicção no lado humano dos jogadores e até mesmo um pouco de bom humor. Talvez por não ter redes sociais, ele pareça distante desse acelerado, caótico e performático mundo digital. Não está preocupado em quantas curtidas terá depois de uma partida, se terá alguma hashtag o criticando ou se irá viralizar com alguma foto “farmando aura”. Prefere, silenciosamente, focar em trabalhar a posse de bola da equipe espanhola e a pressão alta para cima dos adversários. O que vem funcionando muito bem e, agora, será testado contra a Argentina de Lionel Messi neste domingo, às 16h (de Brasília), na final da Copa do Mundo.