O setor privado orgulha-se de ter uma capacidade regeneradora que falta ao setor público. Será? O Fundo Garantidor de Créditos foi criado na crise bancária de 1995 para proteger investidores de até R$ 250 mil, mas não pretendia ser uma casa da sogra.

Um finório como Daniel Vorcaro podia embolsar dois funcionários do Banco Central, podia até mesmo tentar fabricar uma elevação do teto da garantia para R$ 1 milhão. Alguém devia ter desconfiado que havia gato na tuba, e muita gente desconfiou. Nada disseram, e o FGC tomou uma mordida de R$ 40,3 bilhões.

A menos que os diretores dos bancos liquidados percam boa parte de seus patrimônios, essa conta irá para a clientela, embutida em taxas e juros.

Falta de aviso não foi.

PT baiano