Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de US$ 25 milhões (R$ 128 milhões) por sua captura; os promotores federais afirmam que ele ajudou a traficar toneladas de cocaína; o Tesouro lhe impôs sanções por desvio de fundos, e a ONU o acusa de aterrorizar os opositores.
Esse longo histórico de supostas irregularidades, porém, não impediu Diosdado Cabello, importante ministro do regime venezuelano, de colaborar com o alto escalão americano, em uma parceria que se tornou mais evidente após os dois terremotos de junho.
Este mês, por exemplo, um diplomata experiente o cumprimentou com um aperto de mão e um tapinha no ombro em um evento público. Numa reunião no dia seguinte, diversos generais se sentaram à sua frente, e foram fotografados rindo ao seu lado antes do início do encontro.
A transformação repentina daquele que até então era um dos principais alvos de Washington em aliado tolerado e até aceito foi, sem dúvida, o resultado mais inesperado da intervenção militar do governo Trump na Venezuela, em janeiro.
Para os defensores, essa aproximação é uma concessão pragmática como meio de conseguir maior estabilidade. Já para os críticos, sua permanência é o exemplo mais flagrante da traição oficial ao desejo popular de mudança política.







