MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%MoedasDólar ComercialR$ 5,1110,25%Dólar TurismoR$ 5,3170,23%Euro ComercialR$ 5,8480,27%Euro TurismoR$ 6,0970,24%B3Ibovespa173.714 pts-0,06%Oferecido por Uma das possibilidades previstas é responder aos Estados Unidos aumentando a tarifa dos produtos que vêm de lá. A lei também permite que o Brasil suspenda benefícios, isenções e propriedade intelectual. Tarifaço de Trump recoloca em debate a Lei da Reciprocidade Econômica O tarifaço recolocou em debate a Lei da Reciprocidade Econômica. Especialistas explicam quais são as possibilidades previstas. A lei estabelece em que casos e de que formas o governo brasileiro pode reagir a medidas de outros países, como o tarifaço anunciado essa semana pelo governo Trump. “Ela pode ser aplicada, justamente, quando o Brasil sofrer restrições protecionistas às suas exportações para a União Europeia, para os Estados Unidos. Agora, teoricamente, ela pode ser aplicada”, afirma Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “É uma decisão do governo brasileiro, uma decisão do Executivo. Ele vai examinar a situação, decidir se é o caso ou não e pode fazer consultas, inclusive ao setor privado e a todas as partes, e adotar a medida sem necessidade de aprovação no Congresso ou qualquer coisa do tipo”, diz Roberto Azevêdo, ex-diretor da Organização Mundial do Comércio. Reciprocidade: especialistas explicam quais são as possibilidades previstas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Uma das possibilidades previstas é responder aos Estados Unidos aumentando a tarifa dos produtos que vêm de lá. A lei também permite que o Brasil suspenda benefícios, isenções e propriedade intelectual, ou seja, a quebra de patentes de remédios, softwares, entre outros produtos. Mas, em qualquer um desses casos, o processo precisa passar por diferentes etapas, como consultas públicas e análises técnicas. “Essa lei não é feita para aumentar a temperatura. Eu diria até pelo contrário: ela requer uma série de consultas técnicas e aposta, inicialmente, ainda na diplomacia. Então, não será algo que o governo brasileiro utilizará rapidamente e, nesse sentido, acho pouco provável que, mesmo acionada, seja o início de uma nova guerra tarifária”, diz Oliver Stuenkel, professor associado de Relações Internacionais da FGV. A lei de reciprocidade foi sancionada em 2025, quando o governo americano anunciou as primeiras ameaças de tarifaço. Mas não chegou a ser aplicada. Agora, ela volta ao debate trazendo um desafio para os negociadores: como reagir a medidas que prejudicam a economia brasileira sem provocar atritos com uma grande potência econômica, que é ao mesmo tempo um parceiro comercial muito relevante? “Nós não temos meios de colocar barreiras que prejudiquem as exportações americanas para o Brasil. O Brasil depende de certos produtos, de certas tecnologias americanas. Nós temos interesse em ampliar o comércio e não em reduzir o comércio, como está acontecendo agora. Então, o caminho do Brasil é a negociação. Não tem saída”, afirma Rubens Barbosa. “O cálculo agora precisa ser muito bem feito, porque o objetivo final é fazer com que o outro lado se comporte de uma maneira mais produtiva, mais cooperativa. Esse é o objetivo”, diz Roberto Azevêdo. “O mais importante nessa hora é demonstrar firmeza, mas sem elevar muito o risco de um agravamento da guerra tarifária, já que os Estados Unidos são um parceiro comercial importante do Brasil. Não é o mais importante, o mais importante é a China. Mas alguns setores do Brasil são muito expostos às tarifas americanas. Então, a prioridade também é garantir que esses setores possam lidar bem com essa crise tarifária que existe nesse momento, que surgiu nesse momento”, opina Oliver Stuenkel. LEIA TAMBÉM Brasil Donald Trump Estados Unidos Lula
Reciprocidade: especialistas explicam quais são as possibilidades previstas | G1
Uma das possibilidades previstas é responder aos Estados Unidos aumentando a tarifa dos produtos que vêm de lá. A lei também permite que o Brasil suspenda benefícios, isenções e propriedade intelectual.











