Medida poderia ser resposta à taxa de 25% sobre produtos brasileiros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 16:48 Brasil Prioriza Negociação em Resposta a Tarifas dos EUA, Diz Ministro O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil não recuou na aplicação da Lei de Reciprocidade em resposta à tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros. Elias Rosa destacou que possuir a lei não implica necessariamente sua aplicação imediata, e que o governo prioriza negociações, conforme orientado pelo presidente Lula. Apesar de um anúncio inicial sobre ativação dos trâmites da lei, o foco não é retaliação, mas sim buscar ajustes justos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo não recuou nem recuará da reciprocidade como uma alternativa de reação ao novo tarifaço dos Estados Unidos. Segundo Elias Rosa, desde o anúncio da taxação de 25% pelos americanos, o governo disse que tinha a Lei de Reciprocidade à disposição, mas não que iria aplicá-la. A taxa entra em vigor nesta quarta-feira. — O governo não recuou um centímetro daquilo que divulgou (reciprocidade) e do que é o direcionamento do presidente Lula. Dizer que temos a lei é diferente de dizer que vai aplicar. A lei nos dá a possibilidade de aplicação de medida de reciprocidade e ela envolve também procedimentos para chegar a uma medida de reciprocidade — disse Elias Rosa. — O governo não recua nem recuará, porque não há necessidade de fazê-lo. Não há agora a necessidade de buscar a aplicação de nenhuma medida. Acabamos de ouvir o presidente Lula que é necessário negociar. Se houver necessidade, na forma e na adequação necessária, a lei será empregada. Em nota publicada após o anúncio dos Estados Unidos, no entanto, o governo havia dito que iniciaria "imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade". Mas as autoridades destacaram na sequência que usar a lei não significaria uma "retaliação". — Foi aprovada uma lei, a Lei da Reciprocidade, por unanimidade. É um processo que tem um conjunto de etapas, passando por audiências públicas. A ideia não é retaliação. Olho por olho pode acontecer dos dois ficarem cegos. Então, a reciprocidade é “olha, estamos sendo injustiçados, e nós queremos corrigir isso, temos instrumentos para fazê-lo". No momento oportuno, da forma adequada – disse o vice-presidente, após se reunir com representantes de setores afetados pelas tarifas — disse Alckmin nesta terça-feira.